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O casco de um barco viking foi encontrado enterrado em um parque no sudeste de Oslo, anunciou nesta segunda-feira um grupo de arqueólogos.

Os restos foram encontrados com a ajuda de um radar de penetração no solo, dentro de um túmulo em um parque do condado de Vestfold, um lugar onde vestígios vikings são encontrados regularmente.

Existem sete cascos conhecidos de barcos da época viking na Europa, três deles nesta região.

"As imagens mostram uma forma de barco (...) É impossível neste estágio determinar o estado de conservação do casco", explicou em um comunicado Terje Gansum, diretor do patrimônio de Vestfold.

Os arqueólogos realizarão exames suplementares antes de eventualmente escavarem o local.

O governo do Canadá concedeu asilo a uma mulher que ajudou a esconder o americano Edward Snowden durante sua fuga para Hong Kong após ele tornar público detalhes da atuação da agência americana de vigilância NSA no mundo, informou nesta segunda-feira uma associação para a proteção dos direitos dos refugiados.

"Vanessa Rodel e a filha de 7 anos, Keana, estão atualmente em um voo que partiu de Hong Kong e que aterrizará no aeroporto Pearson, em Toronto, nesta noite", indica um comunicado da associação For The Refugees, acrescentando que as duas viajarão na terça-feira para Montreal onde ficarão como refugiadas patrocinadas pelo setor privado.

Consultado sobre este caso durante uma entrevista à imprensa, o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, se negou a comentar sobre um "caso específico".

O Departamento de Imigração do país também não ofereceu mais detalhes, mas informou através de um e-mail enviado à AFP que, "em circunstâncias excepcionais", os trâmites de asilo poderiam ser "acelerados" em relação aos procedimentos habituais.

De acordo com o jornal local National Post, outros cinco cidadãos do Sri Lanka seguem esperando a resposta do governo canadense sobre seus pedidos de asilo.

Natural das Filipinas, Rodel escondeu Snowden em seu apartamento de Hong Kong em 2013, após o ex-analista de sistemas da NSA revelar a existência de um sistema global de vigilância e monitoramento de comunicações e internet, segundo a Rádio Canadá.

Um novo apagão afeta, nesta segunda-feira, várias regiões da Venezuela, incluindo Caracas, quase 20 dias depois de um episódio similar que paralisou o país por uma semana, constatou a AFP e informaram usuários do Twitter.

A eletricidade acabou às 13H20 (14H20 de Brasília) em boa parte de Caracas e, segundo vários usuários do Twitter, o apagão também afeta grandes cidades do oeste, como Barquisimeto e Barinas.

Em Maracaibo, capital do petroleiro Zulia, os internautas informaram que o serviço se encontra "instável" e que a luz "vem e vai".

Em Caracas, os sinais de trânsito não funcionam e as redes telefônicas estão em colapso, assim como o serviço de internet.

Os venezuelanos usaram a tag "#SinLuz" para relatar os cortes no Twitter.

O país superou um apagão generalizado há alguns dias, de 7 a 14 de março, o que complicou as comunicações, a distribuição de água e combustível, bem como o fornecimento de alimentos.

Também teria causado, segundo relatos, a morte de mais de uma dúzia de pacientes em hospitais.

O governo de Nicolas Maduro, em seguida, acusou os Estados Unidos de ter feito "ataques cibernéticos" contra a principal usina hidrelétrica do país, com o apoio da oposição, liderada pelo líder parlamentar Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por Washington e 50 governos.

A oposição atribui a crise da eletricidade ao abandono da infraestrutura e da corrupção.

O assassinato há pouco mais de um ano da vereadora do PSOL Marielle Franco chamou a atenção para uma ameaça diferente e paralela no Brasil, segundo o jornal britânico Financial Times: as milícias do Rio de Janeiro.

O texto, publicado na seção "A grande leitura/Américas", explica que as milícias são gangues paramilitares assassinas, lideradas por policiais e ex-policiais, que surgiram nas últimas duas décadas como uma ameaça à segurança pública e à integridade do Estado.

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Marielle, que foi chamada pelo diário de "Alexandria Ocasio-Cortez da política brasileira", é descrita como uma oradora pública articulada e carismática e que tinha uma campanha contra a corrupção e a violência policial. Para o jornal, sua atuação a tornou uma estrela em ascensão da política do Rio de Janeiro, uma conquista improvável para uma mulher negra e gay de uma das favelas da cidade.

O FT relata que dois homens foram presos como suspeitos de assassinato, ambos ex-policiais, e a apreensão da "maior quantidade de armas ilegais já feita no Brasil" na mesma operação no chamado "Escritório do Crime".

O assassinato de Marielle, continua o periódico, também levanta questões desconfortáveis para Jair Bolsonaro, o novo presidente de extrema-direita do Brasil. "Figuras de longa data na política do Rio, Bolsonaro e seus filhos têm uma história de se associar com pessoas próximas de membros conhecidos e suspeitos da milícia", explicou.

Além disso, o veículo britânico ressalta que os holofotes sobre as milícias se chocam com o plano de segurança que Bolsonaro está propondo e a filosofia que o ajudou a ser eleito.

O presidente acredita que a polícia deveria ter mais liberdade para contra-atacar suspeitos de crimes. No entanto, enfatiza a publicação, a morte de Marielle sugere que a raiz de pelo menos parte da violência que atinge tantas cidades brasileiras é o "olho cego" que as autoridades lançam sobre as milícias, que, por sua vez, agem como um Estado quase paralelo.

O FT recorda que, no início, as milícias ofereciam proteção às empresas locais a um preço modesto que muitos estavam dispostos a pagar. De lá para extorsão foi um passo curto, e logo as milícias estavam vendendo proteção contra si mesmas. Eles se expandiram para outros serviços: transporte público informal, distribuição de gás de cozinha, TV a cabo pirata, venda e aluguel de imóveis comerciais e residenciais e muito mais.

A linha de negócios mais lucrativa para as milícias tem sido o setor imobiliário e direitos de terra, conforme a reportagem, justamente a questão principal do trabalho da vereadora na época de sua morte.

Nos últimos 20 anos, muitas novas milícias foram formadas: um estudo do ano passado descobriu que estavam presentes em 165 favelas e em outros 37 bairros da cidade do Rio, áreas da cidade que abrigam uma população combinada de mais de 2 milhões de pessoas. "Eles distribuem a justiça muitas vezes horrível e letal, projetada para dar o exemplo, às vezes para o comportamento criminoso, às vezes para atos de desobediência, como comprar gás de cozinha do distribuidor errado", pontua a publicação.

O texto de 36 parágrafos, acompanhado por muitos gráficos, mapas e fotos, continua dizendo que a presença dessas milícias assombra a cidade e cita uma pesquisa do mês passado que descobriu que os moradores do Rio tinham mais medo das milícias do que das gangues de drogas.

"O medo do aumento da violência urbana foi uma das principais questões que permitiram a Bolsonaro chegar ao poder da quase obscuridade no ano passado. Enquanto os brasileiros esperavam virar as costas ao Partido dos Trabalhadores (PT) de esquerda, que havia gerado uma recessão esmagadora em 2015-16 e estava envolvido em um esquema de corrupção multibilionário, Bolsonaro também fez durante a campanha a promessa de enfrentar uma aumento do crime".

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, disse ao ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, que o envio de militares russos para a Venezuela está aumentando as tensões no país.

De acordo com o porta-voz do Departamento de Estado americano, Robert Palladino, Pompeo conversou com Lavrov nesta segunda-feira e afirmou que os Estados Unidos e outros países da região "não ficarão de braços cruzados" enquanto a Rússia toma medidas para apoiar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

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A conversa de Pompeo com Lavrov vem depois que uma autoridade venezuelana afirmou que aviões russos chegaram a Caracas no fim de semana como parte da cooperação militar em andamento. Relatos de que dois aviões da Força Aérea russa chegaram não puderam ser confirmados de forma independente.

Os EUA e dezenas de outros países apoiam o líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, que seu autointitulou presidente interino do país e disse que a reeleição de Maduro em 2018 foi manipulada. Maduro, por sua vez, alega que os EUA e Guaidó estão tramando um golpe. Fonte: Associated Press.

O Exército israelense lançou, nesta segunda-feira, ataques na Faixa de Gaza em resposta ao disparo de um foguete lançado no domingo à noite que atingiu uma casa ao norte de Tel Aviv e deixou sete feridos.

Helicópteros israelenses lançaram ao menos três ataques no oeste da Faixa de Gaza, contra uma base do braço armado do movimento islamita do Hamas, que dirige o enclave palestino, segundo testemunhas.

Esta operação aconteceu no momento em que o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu chegava na Casa Branca, onde o presidente americano Donald Trump afirmou que "Washington reconhecia o direito de Israel de se defender" e chamou de "ataque desprezível" o disparo de foguete de domingo.

Além disso, Trump assinou um termo reconhecendo a soberania israelense sobre as disputadas Colinas de Golã, uma zona fronteiriça que Israel conquistou da Síria em 1967 e anexou em 1981.

"Estávamos preparando isso há muito tempo", afirmou Trump ao lado de Netanyahu.

O reconhecimento dos Estados Unidos do controle israelense sobre as Colinas de Golã rompe com décadas de consenso internacional.

Represália israelense

Em Israel, o Exército indormou que "começou a atacar alvos terroristas do Hamas na Faixa de Gaza".

O foguete lançado a partir de Gaza atingiu uma residência em Mishmeret, a mais de 80 km do enclave palestino, um alvo pouco habitual para os disparos a partir desse território.

As Forças Armadas israelenses afirmaram no Twitter que o lançamento de um "foguete de fabricação local" foi de autoria do Hamas, que negou a acusação.

O comando militar israelense decidiu enviar "duas brigadas de reforço à zona do comando sul", a região da Faixa de Gaza, e convocar um determinado número de reservistas, sem revelar a quantidade exata.

Os militares indicaram que o foguete foi lançado a partir do sul do território palestino e percorreu quase 120 km.

O Hamas foi taxativo ao negar nesta segunda o disparo o foguete e disse que o movimento islâmico palestino não tem interesse em um confronto com o Estado judeu.

"Ninguém dentro dos movimentos de resistência, incluindo o Hamas, não está interessado em disparar foguetes de Gaza contra o inimigo", disse à AFP um alto funcionário do movimento que controla a Faixa de Gaza, e que pediu anonimato.

Essa mesma mensagem foi transmitida ao Egito, que atua como mediador entre Israel e o Hamas, segundo a fonte.

Um organismo vinculado ao ministério da Defesa de Israel anunciou o fechamento das passagens de fronteira para pessoas e produtos entre Israel e o território palestino.

As forças israelenses respondem sistematicamente aos disparos de foguetes procedentes de Gaza, com ataques contra posições militares do Hamas, que controla a Faixa de Gaza.

Israel e Hamas protagonizaram três guerras na Faixa de Gaza desde que o movimento islamita assumiu o poder à força em 2007, depois que a comunidade internacional se recusou a reconhecer a vitória do movimento nas eleições legislativas palestinas.

Em 2018 as duas partes quase iniciaram outra guerra. Após um cessar-fogo informal em novembro e à medida que se aproxima o primeiro aniversário das manifestações que receberam o nome de "grande marcha do retorno", a tensão aumenta.

A queda do foguete em uma casa de Mishmeret provocou um incêndio, segundo a polícia e os serviços de emergência.

Quatro adultos e três crianças, incluindo um bebê de seis meses, foram internados, informou o hospital de Kfar Saba. Seis pessoas pertencem à mesma família e sofreram queimaduras e ferimentos leves por estilhaços.

A imprensa israelense mencionou a possibilidade de o foguete, do tipo Fajr, ter sido ativado de maneira acidental durante uma operação de manutenção.

Hamas e Jihad Islâmica negaram responsabilidade pelo disparo.

Na semana em que o Reino Unido deveria ter deixado a União Europeia, Theresa May ainda trabalha nesta segunda-feira (25) em sua estratégia sobre o Brexit, com a ameaça de que o Parlamento assuma o controle e termine com seus dias de primeira-ministra pairando sobre sua cabeça.

Antes do início de um conselho extraordinário de ministros, os membros de um governo visivelmente dividido teriam sido convidados, segundo um jornalista do Daily Telegrapah, a ler relatórios sobre diferentes estratégias relativas ao Brexit.

Estas iriam da aprovação do acordo de May com Bruxelas à anulação pura e simples do Brexit, através da convocação de um segundo referendo sobre a permanência ou não no bloco.

Estas são algumas das opções sobre as quais o próprio Parlamento poderá decidir esta semana, em uma série de votações indicativas e não vinculativas, se a primeira-ministra for afastada do caótico processo.

May manteve conversações de crise no final de semana com seus colegas conservadores para tentar recuperar o controle das negociações.

De acordo com a imprensa britânica, em uma tentativa de fechar as fileiras, a primeira-ministra programou uma reunião na residência rural de Checkers com vários deputados conservadores, entre eles alguns eurocéticos veementes como o influente Jacob Rees-Mogg e o ex-ministro das Relações Exteriores Boris Johnson, que muitos acreditam que aspiram substituí-la na chefia de Governo.

A reunião versou sobre "materializar o Brexit. No encontro foi discutida uma ampla lista de temas, incluindo se há apoio suficiente nos Comuns" para voltar a votar o acordo de divórcio pactuado entre a UE e May, explicou um porta-voz de Downing Street que confirmou à AFP que May mantém conversas com os colegas.

- UE preparada -

A Comissão Europeia, por sua vez, anunciou nesta segunda que a União Europeia (UE) concluiu seus preparativos para um Brexit sem acordo.

"Dado que é cada vez mais provável que o Reino Unido abandone a UE sem chegar a um acordo em 12 de abril, a Comissão Europeia completou hoje seus preparativos para o Brexit sem acordo", declarou o Executivo comunitário em um comunicado.

A data de 12 de abril foi a prorrogação do Brexit dada aos presidentes europeus à sua colega britânica caso a Câmara dos Comuns rejeite pela terceira vez esta semana o acordo de divórcio negociado.

E, enquanto paira a incerteza no Reino Unido sobre se a premiê britânica voltará a submeter o acordo do Brexit à votação nos próximos dias, a UE aumenta a pressão sobre os britânicos.

Bruxelas destaca que, se o Reino Unido se retirar sem conseguir um acordo com a UE, não haverá um período de transição e o Direito Internacional, como o da Organização Mundial do Comércio (OMC), vai ser aplicado a partir do momento da saída.

"A UE deverá imediatamente aplicar suas regras e seus direitos de aduana em suas fronteiras com o Reino Unido, incluindo os controles aduaneiros, sanitários e fitossanitários", aponta a Comissão, que adverte para "atrasos nas fronteiras".

As medidas para enfrentar um Brexit sem acordo englobam, assim, âmbitos como o setor pesqueiro, a segurança aérea, os transportes com o Reino Unido, o programa de intercâmbio Erasmus, ou a reciprocidade de vistos, entre outros.

Nesta segunda, a Comissão publicou também uma série de orientações para cidadãos e empresas e implantou o número de telefone gratuito 00 800 67 89 10 11 para informar sobre como se preparar para um Brexit sem acordo.

Para se vingar dos funcionários da academia que malhava, em Los Angeles, nos Estados Unidos, um homem de 32 anos decidiu invadir o estabelecimento com um carro. A motivação para o ataque foi a suspensão da sua matrícula.

Proibido de se exercitar na academia Crunch Gym por "comportamento inapropriado", Sergio G. Reyes pegou o carro de um parente emprestado e jogou contra a recepção. Em seguida, fugiu com o automóvel, mas acabou batendo em um meio-fio. Ainda assim, Reyes tentou escapar a pé, mas foi capturado pela polícia.

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Segundo informações publicadas no portal Extra, mesmo com a gravidade do ataque, ninguém ficou ferido. Capturado, o ex-aluno foi indiciado por tentativa de homicídio, ataque com arma letal (o carro) e vandalismo. O caso ocorreu na última quinta-feira (21).

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Um foguete lançado a partir de Gaza atingiu uma casa na região central de Israel nesta segunda-feira, 25, e provocou um incêndio que feriu ao menos sete pessoas, incluindo duas crianças, segundo a polícia local e fontes médicas. A ação disparou sirenes de ataque aéreo no país. O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, encurtará sua visita aos Estados Unidos e prometeu responder o ataque com força.

A casa, que foi atingida às 5h20 (0h20 em Brasília), está localizada em Mishmeret, norte de Tel-Aviv. O disparo do foguete ocorre menos de duas semanas depois que as Forças Armadas de Israel lançaram ataques contra posições na Faixa de Gaza horas após dois foguetes serem disparados do território palestino contra Tel-Aviv.

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As Forças Armadas israelenses acusaram o movimento islamista Hamas pelo lançamento do foguete desta segunda-feira e anunciaram o envio de reforços à região. "Após uma avaliação da situação sob a liderança do comandante do Estado-Maior, enviamos duas brigadas de reforço à zona do comando sul", afirmou o Exército no Twitter; a Força também anunciou a mobilização de um determinado número de reservistas.

"Podemos confirmar que o Hamas é responsável pelo disparo de um foguete de fabricação local", completa a nota. O Exército indica que o foguete foi lançado a partir do sul do território palestino e percorreu quase 120 km.

Binyamin Netanyahu anunciou que reduzirá o tempo de visita aos EUA. "Decidi, levando em consideração os acontecimentos de segurança, reduzir minha visita aos EUA. Em algumas horas me reunirei com o presidente Trump e logo depois retornarei a Israel para dirigir de perto nossas operações", afirmou o premiê. "Um ataque criminoso foi cometido contra o Estado de Israel e vamos responder com força", completou.

Mishmeret, cidade localizada a mais de 80 km da Faixa de Gaza, não é um alvo comum de foguetes lançados a partir do território palestino. (Com agências internacionais).

Trabalhadores da aviação civil realizaram nesta segunda-feira (25) uma greve nacional de quatro horas em toda a Itália, em protesto contra a falta de soluções para a crise no setor, especialmente o impasse envolvendo a Alitalia, que foi colocada à venda.

O ato foi convocado pelos principais sindicatos do país e envolveu pilotos, assistentes de voo, técnicos de manutenção e equipes de terra. A paralisação durou das 10h às 14h e provocou o cancelamento de 95 voos.

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Além disso, os funcionários da Air Italy, segunda maior companhia aérea do país, fazem uma greve de 24 horas, mas a empresa garantiu duas faixas de operação, das 7h às 10h e das 18 às 21h. Como a paralisação já estava programada, houve poucos transtornos nos aeroportos italianos.

"A greve foi bem sucedida, com muitos voos cancelados preventivamente e altíssima adesão dos trabalhadores. Agora precisamos de respostas sobre a situação trabalhista do setor e o caso Alitalia", disse o secretário-geral da Federação Italiana dos Trabalhadores dos Transportes (Filt), Fabrizio Cuscito.

Da Ansa

Ao menos 13 civis, incluindo 10 crianças, morreram em um ataque aéreo das forças militares internacionais na região norte do Afeganistão na madrugada de sábado (23), anunciou a ONU nesta segunda-feira.

O bombardeio aconteceu em apoio às tropas terrestres lideradas que combatiam os talibãs na região.

"Segundo uma investigação inicial, 10 dos falecidos eram crianças que pertenciam à mesma família, deslocada por outros combates no país", afirmou a Missão das Nações Unidas no Afeganistão (Manua) em um comunicado.

Além das forças afegãs, apenas as tropas dos Estados Unidos executam operações aéreas no país. Um porta-voz da Otan afirmou à AFP que a coalizão investiga a denúncia.

"Os que morreram são deslocados internos que fugiram da guerra no distrito de Dasht-e-Archi e haviam chegado há pouco tempo à cidade", afirmou Josh Mohamad Nasratyar, membro do conselho provincial de Kunduz.

Três crianças ficaram feridas no ataque. Os civis são as principais vítimas do conflito no Afeganistão. Em 10 anos de guerra morreram 32.000 civis e 60.000 ficaram feridos, de acordo com a ONU.

Desaparecidos desde sábado (23), os quatro ocupantes de um avião que caiu no Peru foram resgatados por uma equipe da Força Aérea Peruana (FAP), nesse domingo (24). Parte da asa da aeronave permitiu que os socorristas localizassem o grupo em meio a floresta virgem.

"É um milagre estar vivo. A experiência e a mão de Deus ajudaram. Fiquei pensando no meu filho de três meses. Isso me deu forças para salvar a vida de outros tripulantes ", disse o piloto Jeffrey Pinedo Pérez a rádio peruana RPP. Com 15 anos de experiência, ele conseguiu pousar na copa de uma árvore em meio a floresta equatorial, perto do rio Marañon, segundo o Ministério da Defesa do Peru.

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Jeffrey sofreu uma fratura no septo nasal, enquanto os três passageiros sofreram apenas leves contusões. Resgatados, todos foram encaminhados para clínicas particulares.

A tripulação formada pelos seguranças da empresa Prosegur, Gelver Rios Rodriguez, Deybi Cabudivo Cabral e Carlos Arimuya Alexander Padilla, era responsável pela transferência de fundos sociais para os beneficiários da província de Requena, localizada no nordeste peruano. As autoridades não informaram o valor e se o dinheiro será recuperado, de acordo com as informações do jornal Le Parisien.

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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou nesta segunda-feira (25) que reduzirá o tempo de visita aos Estados Unidos e prometeu responder com força depois que um foguete deixou cinco feridos em Mishmeret, ao norte de Tel Aviv.

"Decidi, levando em consideração os acontecimentos de segurança, reduzir minha visita aos Estados Unidos. Em algumas horas me reunirei com o presidente Trump e logo depois retornarei a Israel para dirigir de perto nossas operações", afirmou Netanyahu.

"Um ataque criminoso foi cometido contra o Estado de Israel e vamos responder com força", completou.

Um foguete atingiu nesta segunda-feira uma casa ao norte de Tel Aviv e provocou um incêndio que deixou pelo menos cinco feridos, informaram a polícia e fontes médicas.

Pouco antes, Israel havia anunciado o lançamento de foguetes contra seu território a partir de Gaza.

A residência afetada fica em Mishmeret, uma cidade a mais de 80 quilômetros da Faixa de Gaza, que não é um alvo comum de foguetes lançados a partir do território palestino.

O Kremlin voltou a rejeitar, nesta segunda-feira (25), qualquer ingerência na eleição presidencial dos Estados Unidos em 2016, em reação ao relatório do procurador especial Robert Mueller.

O documento destacou a ausência de elementos comprobatórios de conluio entre a equipe de campanha de Donald Trump e a Rússia. "Não vimos o relatório" de Mueller e, "portanto, não podemos comentá-lo", disse à imprensa o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov.

"Mas nossa posição de princípio (...) é sabida: nosso país nunca interferiu nos assuntos internos de outros países, incluindo dos Estados Unidos", frisou.

O número de mortos do ciclone Idai que atingiu três países da África pela tempestade há 10 dias passa de 750. Equipes restauram a eletricidade, a água e tentam evitar o surto de cólera, disseram autoridades neste domingo (24).

Em Moçambique, o número de mortos subiu para 446; no Zimbábue há 259 mortos e pelo menos 56 vítimas fatais no Malawi, um total de 761 nas três nações.

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Todos os números de mortes ainda são preliminares, alertou o ministro do Meio Ambiente de Moçambique, Celso Correia. À medida que as águas das inundações baixam, mais corpos são descobertos e o número de mortos só em Moçambique pode estar acima da estimativa inicial de 1.000.

Quase 110 mil pessoas estão em acampamentos mais de uma semana após a passagem do Idai, disse Correia.

O secretário de Justiça dos EUA, William Barr, enviou ontem uma carta aos congressistas que resume as conclusões do procurador especial Robert Mueller, a principal delas é que não houve conluio entre a campanha presidencial de Donald Trump e agentes russos, em 2016. Ao analisar uma possível obstrução de Justiça, porém, a investigação não condena nem exonera o presidente.

A investigação sobre a campanha presidencial durou cerca de dois anos e apurou se houve conluio, por parte de Trump e de seus assessores, com agentes russos em 2016 para prejudicar a democrata Hillary Clinton. O relatório confidencial com o resultado da investigação foi entregue na sexta-feira por Mueller a Barr.

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No domingo (24) Barr enviou uma carta de quatro páginas aos congressistas, na qual afirma que "a investigação do procurador especial não encontrou provas de que a campanha ou alguém associada a ela conspirou ou coordenou com os russos para influenciar as eleições".

O procurador especial também investigou se houve tentativa de obstrução de Justiça de Trump para impedir o avanço das investigações. No resumo entregue aos congressistas, Barr conclui que os investigadores não tinham provas suficientes para indicar a obstrução.

Trump comemorou o relatório como uma "exoneração completa". "Sem conluio, sem obstrução, completa e total exoneração. Mantenha a América grande!", reagiu o presidente pelo Twitter, logo depois da divulgação da carta aos parlamentares.

Também pelo Twitter, a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, escreveu que "as conclusões do Departamento de Justiça são uma total e completa exoneração do presidente dos Estados Unidos".

Em comentário rápido a repórteres, Trump disse que a suspeita sobre conluio foi "a coisa mais ridícula" que ele já tinha ouvido. "Depois de uma longa investigação, depois de tantas pessoas serem prejudicadas, depois de não olharem para o outro lado, foi anunciado que não há conluio com os russos, a coisa mais ridícula que já ouvi. Não teve obstrução. Foi uma exoneração completa e total. É uma vergonha que nosso país tenha que ter passado por isso, que seu presidente tenha passado por isso", disse Trump.

Pressão

Enquanto os republicanos consideram que o resumo entregue por Barr torna o caso uma página virada, a oposição pressiona para que o secretário de Justiça torne pública a íntegra do relatório de Mueller.

A maioria dos democratas confia no trabalho do procurador especial, mas não na ação do secretário de Justiça - indicado recentemente por Trump. O temor é de que Barr tenha selecionado trechos do relatório para corroborar sua narrativa. Além disso, o documento elaborado por Mueller poderia conter evidências de outros crimes, não apenas de conspiração. A oposição quer entender, por exemplo, por que os assessores de Trump mentiram reiteradas vezes sobre contatos com agentes russos.

Os deputados democratas do Comitê de Justiça da Câmara já anunciaram que planejam pedir que Barr explique "discrepâncias" no sumário entregue aos congressistas e apontam que o relatório de Mueller não exonera o presidente de crimes.

"À luz de discrepâncias muito preocupantes e da decisão final no Departamento de Justiça, após o relatório do procurador especial, no qual Mueller não exonerou o presidente, nós convocaremos o secretário de Justiça para testemunhar em um futuro próximo", anunciou o deputado Jerry Nadler, presidente do Comitê de Justiça.

As investigações de Mueller criaram turbulência política em Washington, porque atingiram assessores diretos do presidente, como o ex-advogado de Trump, Michael Cohen, e seu ex-chefe de campanha, Paul Manafort.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, ordenou nesta segunda-feira (25) uma investigação judicial independente para saber se o massacre de 15 de março em duas mesquitas da cidade de Christchurch, que deixou 50 mortos, poderia ter sido evitado.

A chefe de Governo destacou que uma comissão real - o mais poderoso mecanismo judicial na legislação do país - é necessária para saber como um homem armado conseguiu matar tantas pessoas em um ataque que comoveu o planeta.

"É importante que não fique pedra sobre pedra para entender como este ato terrorista aconteceu e como poderíamos ter evitado", disse Ardern, antes de informar que a investigação poderá incluir a polícia e os serviços de inteligência.

As agências de inteligência neozelandesas foram muito criticadas após o massacre, já que pareceram concentradas apenas no extremismo islamita, sem perceber os riscos representados pelos supremacistas de extrema-direita.

"Uma pergunta que deve ser respondida é se poderíamos ou não saber mais sobre o risco que os grupos supremacistas representam", afirmou Ardern.

"A Nova Zelândia não é um Estado de vigilância permanente. Mas há perguntas que devem ser respondidas", declarou.

Ardern descartou a possibilidade de que o país restabeleça a pena de morte para o caso de extremista australiano Brenton Tarrant, 28 anos, que foi preso poucos minutos depois dos massacres nas mesquitas de Christchurch.

A premier indicou que os detalhes sobre a comissão ainda estão sendo definido, mas que será ampla e informará rapidamente suas conclusões.

A ideia inicial é que a investigação se concentre nas atividades dos serviços de inteligência, da polícia, guarda de fronteira, imigração e qualquer outra agência oficial relevante.

Ardern voltou a insistir que o vídeo registrado durante o ataque, graças a uma câmera usada por Tarrant para transmitir ao vivo o massacre, não deve ser compartilhado. O governo da Nova Zelândia declarou o vídeo ilegal.

"Este vídeo não deve ser compartilhado. Seu conteúdo é prejudicial", afirmou Ardern em referência ao gesto do presidente de Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que exibiu trechos do polêmico vídeo durante eventos de campanha eleitoral.

O ministro neozelandês das Relações Exteriores, Winston Peters, viajou a Istambul para reunir-se com Erdogan e participar em uma reunião de emergência da Organização de Cooperação Islâmica.

De acordo com Peters, os integrantes da organização elogiaram o apoio que o governo da Nova Zelândia ofereceu à pequena mas ativa comunidade muçulmana do país depois dos ataques.

Um foguete lançado no domingo (24) à noite a partir da Faixa de Gaza atingiu uma casa ao norte de Tel Aviv e deixou sete feridos, um ataque que vai precipitar o retorno a Israel do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que está em uma visita aos Estados Unidos.

O foguete atingiu uma residência em Mishmeret, a mais de 80 km da Faixa de Gaza, um alvo pouco habitual para os disparos a partir do território palestino. As Forças Armadas israelenses acusaram no Twitter o movimento islamita Hamas pelo lançamento de um "foguete de fabricação local".

O comando militar israelense decidiu enviar "duas brigadas de reforço à zona do comando sul", a região da Faixa de Gaza, e convocar um determinado número de reservistas, sem revelar a quantidade exata.

Os militares indicaram que o foguete foi lançado a partir do sul do território palestino e percorreu quase 120 km. Netanyahu, que está em uma visita aos Estados Unidos, prometeu responder "com força" ao ataque e decidiu encurtar sua viagem.

Em algumas horas me reunirei com o presidente (americano Donald) Trump e logo depois retornarei a Israel para dirigir de perto nossas operações", afirmou Netanyahu.

Em plena campanha eleitoral em Israel para as legislativas de 9 de abril, nas quais Netanyahu aspira conquistar um novo mandato, o primeiro-ministro declarou que "um ataque criminoso foi cometido contra o Estado de Israel e vamos responder com força",

Um organismo vinculado ao ministério da Defesa de Israel anunciou o fechamento das passagens de fronteira para pessoas e produtos entre Israel e o território palestino.

As forças israelenses respondem sistematicamente aos disparos de foguetes procedentes de Gaza, com ataques contra posições militares do Hamas, que controla a Faixa de Gaza.

Israel e Hamas protagonizaram três guerras na Faixa de Gaza desde que o movimento islamita assumiu o poder à força em 2007, depois que a comunidade internacional se recusou a reconhecer a vitória do movimento nas eleições legislativas palestinas.

Em 2018 as duas partes quase iniciaram outra guerra. Após um cessar-fogo informal em novembro e à medida que se aproxima o primeiro aniversário das manifestações que receberam o nome de "grande marcha do retorno", a tensão aumenta.

A queda do foguete em uma casa de Mishmeret provocou um incêndio, segundo a polícia e os serviços de emergência.

Quatro adultos e três crianças, incluindo um bebê de seis meses, foram internados, informou o hospital de Kfar Saba. Seis pessoas pertencem à mesma família e sofreram queimaduras e ferimentos leves por estilhaços.

A imprensa israelense mencionou a possibilidade de o foguete, do tipo Fajr, ter sido ativado de maneira acidental durante uma operação de manutenção. Hamas e Jihad Islâmica negaram responsabilidade pelo disparo.

As autoridades de Moçambique se preparam para uma epidemia "inevitável" de doenças transmitidas pela água, em particular cólera, que pode afetar centenas de milhares de sobreviventes do devastador ciclone Idai que, segundo um balanço atualizado, deixou 700 mortos na região.

Em Moçambique, o país mais afetado pelo ciclone que atingiu a África austral em 14 de março, "o número de mortos infelizmente aumentou", anunciou o ministro do Meio Ambiente, Celso Correia.

"Ontem (sábado) tínhamos 417 mortos e hoje 446 mortos. Recebemos informações de zonas que até agora estavam isoladas", completou, na cidade de Beira (centro), parcialmente devastada pelo ciclone.

No vizinho Zimbábue, as inundações catastróficas e deslizamentos de terra deixaram 259 mortos, segundo a ONU, e quase 200 desaparecidos, incluindo 30 estudantes. "O balanço pode subir porque algumas regiões estavam isoladas até agora e começam a ficar acessíveis", afirmou o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

Com a redução do nível da água, as equipes de emergência prosseguem com as operações de distribuição de alimentos e de reconstrução das estradas. Mas agora o governo moçambicano e as agências humanitárias alertam para o risco de doenças transmitidas pela água. "É inevitável que apareçam casos de cólera e malária", disse o ministro Correia, que anunciou um centro de tratamento de cólera.

A Cruz Vermelha anunciou nesta sexta-feira os primeiros casos de cólera em Moçambique, mas a ONU e o governo de Maputo indicaram que ainda não há casos registrados.

"Teremos doenças transmissíveis pela água", advertiu Sebastian Rhodes-Stampa, do OCHA. "Mas com centros instalados, seremos capazes de administrar a situação", completou.

Quase dois milhões de pessoas foram afetadas pelo ciclone e as inundações na África austral. Em Moçambique, mais de 100.000 pessoas estavam em abrigos de emergência, em sua maioria escolas.

Em Beira, os sobreviventes lutam para receber alimentos e roupas, enquanto a Cruz Vermelha tenta reunir os membros de famílias separadas. Dez dias após a passagem do ciclone, a "logística" para tentar localizar os desaparecidos continua sendo um desafio, afirmou a OCHA.

Ao menos 80% da infraestrutura elétrica de Dondo, a 30 km de Beira, foi danificada. Beira, segunda maior cidade do país, de 500.000 habitantes, continua parcialmente sem energia elétrica.

As equipes de emergência conseguiram concluir as obras de reparo na única rodovia de acesso à cidade, que foi parcialmente arrasada pelas águas. Apesar das dificuldades, a população tenta retomar a vida normal. Os sobreviventes iniciaram a reconstrução das casas com os poucos recursos à disposição.

A catedral Ponta Gea, que milagrosamente escapou ilesa da tempestade, recebeu neste domingo uma missa em homenagem às vítimas.

O ex-agente secreto israelense Rafi Eitan, responsável pela captura de Otto Adolf Eichmann, um dos principais responsáveis pelo genocídio de milhões de judeus, morreu neste sábado aos 92 anos de idade em Israel, anunciou a rádio pública do país.

De acordo com as primeiras informações, ele faleceu no hospital Ichilov de Tel Aviv, cidade costeira israelense.

"Rafi era um dos heróis dos serviços de inteligência do Estado de Israel, com múltiplas ações a favor da segurança de Israel", segundo um comunicado do primeiro-ministro do país, Benjamin Netanyahu. "Choramos sua morte".

"Rafi, que era um dos fundadores do braço de operações do Shin Bet, conduziu e participou de pelo menos dez operações históricas que continuarão sendo secretas por muitos anos", afirmou em um comunicado Nadav Argaman, chefe do Shin Bet, a agência de segurança israelense .

Eitan era "um combatente nato que se entregava à missão e àquilo que considerava como justo", afirmou o presidente israelense, Reuven Rivlin, através de um comunicado.

Nascido em novembro de 1926 em um kibutz na Palestina na época do domínio britânico, Eitan ingressou no serviço secreto do Mossad nos anos 1950.

Após ser promovido, liderou várias operações importantes do Mossad, entre elas a captura em Buenos Aires de Eichmann, em 1960, que foi levado a Israel, onde foi julgado e condenado à forca em 1962 por seu envolvimento na criação da "solução final", a política nazista de extermínio que matou seis milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Em 2006, foi eleito para o Parlamento e também foi ministro do governo.

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