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O Índice Bovespa ensaiou por diversas vezes nesta segunda-feira, 25, engrenar uma recuperação das perdas recentes, mas sucumbiu às ordens de venda e fechou perto da estabilidade, em baixa de 0,08%, aos 93.662,01 pontos. Depois de ter perdido 6,26% nos quatro pregões anteriores, o índice chegou a subir 0,69% nos melhores momentos de uma sessão morna e hesitante.

Desde cedo foram bem recebidas notícias de que o governo busca uma reaproximação com o Congresso, em especial com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Na semana passada, o deputado se viu envolvido em atritos públicos com o ministro da Justiça, Sérgio Moro, com o vereador Carlos Bolsonaro e, indiretamente, com o próprio presidente Jair Bolsonaro, que precisou se manifestar a respeito do assunto. A possibilidade de Maia abandonar a articulação política para obtenção de votos para a reforma da Previdência foi o ponto alto da crise, que contribuiu para o Ibovespa cair 3,10% na sexta-feira.

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Outro ponto positivo no dia foram declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, que buscou minimizar a crise. Guedes disse que o que houve na última semana foi algo "perfeitamente natural" e que, mesmo que haja agora uma "queda de braço", a reforma será aprovada. O mercado reagiu positivamente à fala de Guedes, que coincidiu com a notícia da libertação do ex-presidente Michel Temer, de seu ex-ministro Moreira Franco e dos outros presos pela Lava Jato na semana passada. A reação do Ibovespa, no entanto, não durou mais que alguns minutos.

Para Pedro Galdi, analista da Mirae, o cenário internacional também contribuiu para a instabilidade do mercado brasileiro nesta segunda-feira. Apesar da queda firme do dólar, as bolsas de Nova York tiveram desempenho fraco e as preocupações com o ritmo da economia global persistiram. O fator político, no entanto, segue como principal foco, capaz de fazer o Ibovespa se descolar do exterior.

"A reforma da Previdência continua a ser a principal referência para a bolsa. Ninguém crê que ela não será aprovada, mas o grande temor é de que seja adiada. Quanto mais tempo demorar, mais o ano vai se perdendo para a economia", disse Pedro Galdi.

Na análise por ações, as quedas mais significativas ficaram com ações dos setores industrial, de consumo e imobiliário. Por outro lado, bancos e empresas do setor elétrico avançaram, recuperando parte das perdas da última semana. Cemig PN subiu 2,61% e Banco do Brasil ON avançou 0,71%.

O Brasil registrou a abertura de 173.139 novos postos de trabalho com carteira assinada em fevereiro. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta segunda-feira (25) pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. No entanto, na contramão desse resultado, Pernambuco registrou a maior perda de postos de trabalho. Influenciado pela queda sazonal do emprego na produção da cana de açúcar, foram menos 12.396 postos no mês passado. 

De acordo com o Governo Federal, numa forma geral, esse é o terceiro ano consecutivo de saldos positivos e crescentes após os anos de recessão que o país enfrentou.

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 O saldo do mês é mais que o dobro do registrado em fevereiro de 2018, quando foram gerados 61.188 postos; em janeiro, o saldo foi de 34.313 empregos. No acumulado dos dois primeiros meses do ano, o saldo de 2019 chega a 207,4 mil, superior em 68,4 mil ao do mesmo período de 2018 (139 mil) e em 130,9 mil ao de 2017 (76,4 mil). Esse resultado representa um crescimento de 49,2% na abertura de postos de trabalho, em relação ao acumulado do mesmo período de 2018, e de 171,2%, em relação ao de 2017.

 O resultado de fevereiro de 2019 está relacionado, em boa parte, à maior geração de empregos nos setores da Indústria de Transformação e Construção Civil, nos quais a retomada do crescimento se mostrava mais lenta que nos setores de Serviços e Comércio. 

Emprego regional

Em âmbito regional, a melhora no emprego foi verificada em todas as regiões, à exceção do Nordeste. No Sudeste, a expansão foi de 0,51%, com geração de 101.649 vagas formais. Na sequência aparecem as regiões Sul (66.021), Centro-Oeste (14.316) e Norte (3.594). No Nordeste, o saldo foi negativo em 12.441 postos. 

Entre os Estados, os maiores saldos ocorreram em São Paulo (62.339), Minas Gerais (26.016), Santa Catarina (25.104), Rio Grande do Sul (22.463) e Paraná (18.254).

 

*Com informações do Ministério da Economia

O Sindicato das Indústrias Minerais do Pará (Simineral) divulgou na quinta-feira (15), na Casa da Mineração, o 8º Anuário Mineral Do Pará, que indica as ações resultantes e atividades que envolveram a área da mineração no ano de 2018. (Acesse aqui a página do anuário).

A edição digital do documento, que se encontra disponível em português e inglês, apresenta hiperlinks, gráficos e galerias de imagens que ilustram e esclarecem informações sobre as atividades desenvolvidas pelo ramo mineração. Por meio de cifras e percentuais, o Estado do Pará foi mostrado na vanguarda da produção do país e como um dos maiores centros mineradores do mundo.

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José Fernando Gomes Júnior, presidente do Simineral, anunciou que a formulação do anuário da mineração já não mais terá versões impressas, mas apenas digitais, para que haja uma maior facilidade na transmissão das informações nas mais diversas regiões do Pará. “A nossa ideia foi justamente essa, tornar cada vez mais acessível a informação para que a sociedade se aproprie disso“, declarou José Fernando.

O dirigente do Simineral frisou que há uma constante demanda por informações e disse que haverá o lançamento de um novo projeto que irá auxiliar o anuário no esclarecimento e repasse de dados. “Não vai precisar esperar 2020, estamos pensando e temos sido cobrados pela sociedade paraense de não esperar (mais) um ano. As informações estão acontecendo agora. Em breve, vamos lançar um novo produto e não vai esperar mais um ano, (mais) um anuário”, anunciou o representante do sindicato das mineradoras.

Segundo o 8º Anuário Mineral do Pará, o setor representa quase 90% do PIB (Produto Interno Bruto) do Estado. O balanço apresenta o minério de ferro como o produto de maior importância. Além disso, relata que as mineradoras são responsáveis pelo emprego de 266 mil pessoas, direta e indiretamente. “O anuário é uma radiografia completa do setor mineral no Pará: empregos, impostos pagos, destino do minério e parcerias”, explicou José Fernando.

A edição aborda as negociações internacionais desenvolvidas com China, Malásia e Japão como as maiores em que o Estado do Pará está envolvido. “Esses (China, Malásia e Japão) são os três principais compradores. Quando você olha a China, todo ano ela diz que vai crescer 5%, 7%, até mais de 10%. A China crescendo é a locomotiva que leva os outros países junto. E o Pará, como um grande Estado que tem a mineração como sua vocação, acaba crescendo junto”, analisou a relação Pará-China, o líder sindical.

O presidente do Simineral citou a importância das parcerias com diversos setores, governamentais e privados, e de investimentos em novas infraestruturas, como os projetos da hidrovia do Tocantins e Pedral do Lourenço, ambos em Marabá. “O projeto está andando e deve ser licitado em breve. A licença ambiental está correndo para ser liberada para que possa ser possibilitada a licitação”, informou o presidente do Simineral sobre a hidrovia do Tocantins-Araguaia.

O anuário informa que as inovações tecnológicas interferem diretamente na produção minerária do estado do Pará, eliminando práticas danosas. Como exemplo foram citadas as estruturas da mina do Projeto Ferro Carajás S11D, da Vale. “Tudo de novo e tecnológico está acontecendo aqui. Se você pegar o S11D, é tudo por esteira e (há) também reaproveitamento de água. O S11D é um demonstração que a mineração vem evoluindo”, avaliou José Fernando. 

Por Wesley Lima. (Com apoio de Brenna Pardal).

 

A renda com trabalho informal e a obtida com pensões, aposentadorias e outros benefícios pagos pelo governo estão ganhando peso maior no orçamento das famílias brasileiras, enquanto a contribuição do salário vem encolhendo. No ano passado, quase 40% dos ganhos dos domicílios vieram da informalidade e de benefícios do governo. Em 2014, antes de o País entrar em crise, esses rendimentos respondiam por um terço da renda familiar.

Os números são da consultoria britânica Kantar WorldPanel, que visita semanalmente 11 mil domicílios para radiografar o consumo no País. Uma vez por ano, a consultoria investiga de onde vem a renda do brasileiro para bancar despesas básicas, como alimentação, saúde, habitação e transporte.

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Apesar de a economia ter voltado a crescer em 2017, o desemprego recuou muito pouco e continua em níveis elevados. Com isso, a participação do salário vem diminuindo no orçamento familiar. Em 2014, respondia por 63% da renda dos domicílios. No ano passado, a fatia recuou para 56%.

Nas regiões mais pobres, o peso dos rendimentos da informalidade e dos benefícios já ultrapassa o do salário. No Norte e Nordeste, por exemplo, os salários contribuíram o ano passado para 47% da receita doméstica, enquanto bicos e benefícios somaram 49%. Os 4% restantes vieram de outros tipos de ganhos, como doações, herança ou aluguéis. No Grande Rio de Janeiro, região afetada pela crise fiscal do Estado, mais da metade da renda das famílias já vem da informalidade e de benefícios pagos pelo governo.

"Do ponto de vista da renda, o aumento da informalidade é uma notícia ruim", diz o economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Fabio Bentes. Como o ganho obtido com bicos é muito menor do que a renda de salário - entre 30% e 40% -, falta dinheiro no fim do mês.

Dívida

O estudo mostra que, pelo terceiro ano seguido, o gasto médio com despesas básicas tem superado a renda familiar em torno de 2%. No ano passado, a renda média mensal por domicílio foi de R$ 3.173, enquanto a despesa média mensal ficou em R$ 3.241.

Para fechar essa conta, explica Giovanna Fischer, diretora da consultoria e responsável pela pesquisa, as famílias têm se endividado. Recorrentes e herdadas de anos anteriores, as dívidas são um dos fatores que têm impedido que o orçamento volte ao azul. Além disso, a lenta recuperação do emprego formal contribui para manter essa defasagem. "Não há nenhum indicador que mostre recuperação da renda e, até o fim do ano passado, ela estava abaixo do gasto", diz Giovanna. Bentes diz que a grande oferta de mão de obra disponível deve manter a renda pressionada para baixo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A importação de energia elétrica que o Brasil faz da Venezuela entrou para a lista de calamidades que tomam conta da fronteira brasileira com o país governado por Nicolás Maduro. Nos últimos três anos, o número de blecautes ocorridos em Roraima bateu recordes sucessivos. Os apagões no Estado mais do que triplicaram entre 2016 e 2018, chegando a uma média de dois desligamentos por dia, entre agosto e dezembro do ano passado. A estatal venezuelana Corpoelec, responsável pelo abastecimento, foi esvaziada depois que 20 mil funcionários deixaram seus postos de trabalho por causa de atrasos de salários.

Detalhes desse caos elétrico foram obtidos pelo Estado por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). Documentos do governo brasileiro e da Embaixada do Brasil em Caracas expõem a precariedade do fornecimento de energia em Roraima, Estado que, até o ano passado, tinha cerca de 80% de seu consumo dependente de hidrelétricas da Venezuela.

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A entrega da energia ao Brasil é feita por uma linha de transmissão de 513 quilômetros de extensão em solo venezuelano e 195 km em território brasileiro. Em 2018, foram contabilizados 74 apagões no trecho do país vizinho, mais que o dobro dos 30 desligamentos ocorridos em 2017 e quase quatro vezes o volume de 2016, quando 20 quedas na linha de transmissão deixaram Roraima no escuro.

No ano passado, a linha brasileira sofreu apenas duas paralisações. Outras seis ocorreram em 2017, ante 12 desligamentos de 2016. A situação se agravou em 2019: em ofício de 8 de março, o Ministério de Minas e Energia (MME) contabilizava 23 apagões da linha venezuelana em 2019. Só no dia 7 deste mês, três apagões afetaram Roraima.

O abalo nas relações entre os dois países tem dificultado até comunicações básicas com a estatal Corpoelec para entender as causas das paralisações e tomar medidas que restabeleçam o fornecimento. Em dezembro do ano passado, a Eletronorte informou ao MME que demorou seis dias para conseguir contato telefônico com a empresa venezuelana. "Após sucessivas tentativas, somente conseguimos contato telefônico com a empresa Corpoelec no dia 5 de dezembro", declarou a empresa do Grupo Eletrobrás.

Roraima é o único Estado do Brasil que não está conectado no Sistema Interligado Nacional, rede de transmissão que corta todos os demais Estados do País. Por causa desse isolamento, Boa Vista e região dependem da importação de energia da Venezuela ou da geração de usinas térmicas brasileiras alimentadas por óleo diesel, fonte mais cara e poluente.

Até o ano passado, o Brasil desembolsava cerca de R$ 150 milhões por ano para comprar energia da Venezuela. A substituição dos venezuelanos pela fonte térmica gera uma conta de R$ 1,95 bilhão por ano e é rateada por todos os consumidores brasileiros. Para cobrir os gastos feitos entre setembro e dezembro do ano passado, o governo teve de liberar R$ 490 milhões. Além do gasto alto, é preciso ainda lidar com as dificuldades logísticas para entrega do combustível.

Outro lado

Procurados, Aneel e Itamaraty não quiseram comentar. A Corpoelec não respondeu os pedidos de esclarecimentos. O MME informou que a construção da linha de transmissão que ligará Boa Vista a Manaus - projeto de 700 km ainda não iniciado porque seu traçado passa pela terra indígena waimiri atroari - deve concluir acordo de licenciamento ambiental nas próximas semanas. Os índios não são contra a linha, mas esperam ser consultados e ter contrapartidas do governo. "A expectativa é concluir o licenciamento e dar início às obras no segundo semestre deste ano para que o linhão entre em operação até dezembro de 2021, quando Boa Vista passará a ter a mesma qualidade de atendimento das demais capitais do País."

Corpoelec

Árvores altas, chuvas e trovões. São essas as causas recorrentes que a Venezuela costuma apontar para justificar oficialmente a sucessão de apagões vividos em Roraima. Os "contatos da linha de transmissão com a vegetação e as descargas atmosféricas", segundo a Corpoelec, estariam derrubando a rede, deixando Roraima no escuro.

As informações que a Embaixada do Brasil em Caracas enviou ao Ministério de Relações Exteriores, em novembro do ano passado, apontam que outros fatores podem estar por trás dos apagões, com o abandono de emprego por milhares de funcionários da estatal. "A situação do sistema elétrico na Venezuela é periclitante devido, principalmente, à péssima administração da estatal e à falta de investimentos e manutenção dos equipamentos", declara a embaixada, acrescentando que "os problemas com a evasão da mão de obra apenas contribuem para o agravamento do quadro".

A situação crítica da Corpoelec é detalhada pelas informações que a embaixada brasileira obteve com a Federação Nacional de Trabalhadores de Eletricidade (Fetraelec) da Venezuela. O órgão calcula que 20 mil empregados da estatal venezuelana teriam abandonado-a nos últimos dois anos. "O número de funcionários experientes e qualificados que deixaram o trabalho, nesse período, corresponde à metade do total de funcionários da estatal."

As informações são de que a estatal teria saído, desde agosto do ano passado, das negociações do contrato coletivo com os funcionários. "Os salários pagos neste país são baixíssimos e a isso se somaria o não cumprimento de obrigações trabalhistas", afirma a Fetraelec à embaixada brasileira.

Fim do acordo

O Ministério de Relações Exteriores informou estar atuando para que Corpoelec e Eletronorte mantenham o diálogo. Ao Estado, o Ministério de Minas e Energia afirmou que rompeu com o suprimento pela Venezuela e, há duas semanas, Roraima passou a ser atendida pela geração térmica brasileira. "Desde o início de março, quando foi interrompido o suprimento pela Venezuela, o sistema Boa Vista tem sido totalmente atendido pela geração térmica local", afirmou. O MME tem acompanhado a execução do Plano Emergencial e não foram registrados novos blecautes desde o dia 8 deste mês." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Em recuperação judicial, a companhia aérea Avianca Brasil admitiu ontem que sua dívida é maior do que a divulgada inicialmente. Sem considerar os arrendadores de suas aeronaves - que não entram no processo de recuperação e para os quais deve o equivalente a R$ 585 milhões -, os débitos da empresa somam R$ 2,7 bilhões. Em dezembro, o documento apresentado à Justiça citava R$ 495 milhões. Com assembleia de credores marcada para a próxima sexta-feira, a empresa perdeu sua assessora financeira, a Galeazzi, após divergências.

A alteração no valor da dívida ocorreu em dois momentos. Em janeiro, a companhia atualizou a primeira lista para R$ 1,3 bilhão por conta própria. Protocolada ontem na Justiça, a segunda modificação, para R$ 2,7 bilhões, veio depois de pedido dos credores. A principal diferença é o débito da gestora americana Elliott Management, que praticamente dobrou e chegou a US$ 515 milhões (cerca de R$ 2 bilhões).

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Credor em outros negócios dos irmãos José e Germán Efromovich - os donos da Avianca -, o Elliott é conhecido por ser um fundo abutre, que investe em empresas em dificuldades. No início do processo de recuperação da Avianca, o Elliott chegou a negociar um aporte de US$ 75 milhões com a companhia aérea, mas as conversas foram abortadas, apurou o Estado.

A empresa, no entanto, conseguiu fechar um acordo de venda para a Azul, que pretende ficar com parte da frota e das autorizações de pousos e decolagens (slots, no jargão do setor) da Avianca. Como sinal, a Azul já pagou R$ 31 milhões, mas o negócio ainda precisa do aval dos credores, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e das arrendadoras das aeronaves.

No processo de negociação entre as duas aéreas, a Galeazzi acabou desistindo de assessorar a Avianca. O [ ]Estado[/ ] apurou que, logo após a Azul fazer o anúncio de intenção de compra, os representantes da Galeazzi passaram a não ser chamados para as reuniões nas quais o futuro da Avianca era debatido. Especializada em reestruturação de empresas e conhecida por realizar cortes drásticos de custos, a consultoria deixou de assessorar a companhia aérea no dia 14 de março.

Posse de aviões

Nesta semana, a briga pela posse dos aviões utilizados pela Avianca teve novos capítulos. Após a aérea voltar a atrasar pagamentos, as arrendadoras GE e Constitution conseguiram liminares para retomar a posse de suas aeronaves - dez jatos de cada uma. O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, porém, suspendeu as liminares.

Os aviões das duas empresas de arrendamento correspondem a quase 50% da frota da Avianca e, segundo Noronha, a reintegração de posse deles comprometeria a recuperação da companhia.

Procuradas, Avianca e Galeazzi não quiseram se pronunciar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Em um dia de fortes turbulências no mercado financeiro, o dólar teve a maior alta diária desde maio de 2017 e a bolsa de valores despencou. O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (22) vendido a R$ 3,902, com alta de R$ 0,102 (2,69%). A divisa fechou no valor mais alto desde 26 de dezembro (R$ 3,922).

Desde 18 de maio de 2017, dia seguinte à divulgação de gravações do empresário Joesley Batista, a moeda norte-americana não subia tanto em um dia. Naquela sessão, o dólar comercial valorizou-se 8,15%. Nesta  semana, a divisa acumulou alta de 2,14%.

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O dia também foi marcado pela tensão no mercado de ações. O Ibovespa, índice principal da B3 (antiga Bolsa de Valores de Sâo Paulo), encerrou a sexta-feira com queda de 3,1%, aos 93.735 pontos. O indicador, que bateu recorde e encostou nos 100 mil pontos na última segunda-feira (18), fechou a semana com queda de 5,45%. Esse foi o pior desempenho semanal desde agosto de 2018.

A turbulência no mercado financeiro ocorre no dia seguinte à prisão do ex-presidente Michel Temer e ao adiamento da escolha do relator da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. No exterior, as tensões em torno do Brexit –saída do Reino Unido da União Europeia – e a divulgação de dados econômicos mais fracos que o esperado na zona do euro afetaram o mercado global.

Nos Estados Unidos, a curva de juros dos títulos do Tesouro norte-americano inverteu-se pela primeira vez desde 2007. A última vez em que isso ocorreu foi um ano antes da recessão global provocada pela crise no mercado de hipotecas imobiliárias, em 2008.

Em apoio ao Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência, 19 agências bancárias do Recife vão abrir mais tarde nesta sexta-feira (22). Após reuniões internas, os bancos só iniciarão as atividades a partir das 11h.

O horário de encerramento continua às 16h. Porém, os bancários que optarem por participar do ato público na Praça do Derby, área central do Recife, serão liberados a partir das 15h.

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Confira a lista das agências que terão a abertura retardada:

BB Sete de Setembro;

BB Dantas Barreto;

Caixa Boa Vista;

Caixa Guararapes;

Bradesco Capibaribe;

Bradesco - antigo HSBC (av. Conde da Boa Vista);

Bradesco Boa Vista;

Bradesco Maciel Pinheiro;

Bradesco Dantas Barreto;

Itaú Capibaribe;

Itaú Boa Vista;

Itaú Dantas Barreto;

Santander Soledade;

Santander Veneza (av. Conde da Boa Vista);

Santander Imperatriz;

Santander Recife Centro;

BNB Boa Vista;

Santander São José;

Itaú Palácio da Justiça.

Após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) referente a ilegalidade na taxa de conveniência através de vendas de ingressos online, na terça-feira (12), o Procon-PE também se posicionou contra a cobrança. O órgão de defesa do consumidor reconheceu nesta quinta-feira (21) que o valor não se justifica.

Em nota, o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor apontou que a taxa de conveniência não equivale a um serviço efetivo, por isso, tal cobrança não tem justificativa. As empresas que continuarem com a prática serão notificadas para devolução do valor e poderão ser multadas.

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O governo deve lançar até junho um pacote de medidas para promover a abertura do mercado de gás, disse o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. O programa deve se chamar "Novo Mercado de Gás", e os trabalhos serão conduzidos de forma coordenada com o Ministério da Economia. O plano será a tentativa de cumprir a promessa do "choque da energia barata", anunciado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

O ministro disse que informações e estudos já apresentados ao longo da formulação do programa Gás para Crescer, lançado no governo do ex-presidente Michel Temer, serão aproveitados. Segundo ele, é difícil, porém, garantir uma redução de 50%, como Guedes afirmou. A ideia é elevar a competitividade da indústria brasileira a partir da exploração do gás das áreas do pré-sal.

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"Não sei se será uma redução de 50% do custo do gás, porque é muito difícil quantificar isso, mas o objetivo é que o valor da energia gerada pelo gás seja competitivo", acrescentou.

O ministro reconheceu que as ações dependem de outros órgãos, como a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), da Petrobrás e de outras empresas do setor, como as distribuidoras que, em muitos casos, possuem participação acionária de governos estaduais.

Albuquerque também foi questionado sobre a possibilidade de concessão de subsídios para a expansão de gasodutos. Uma emenda incluída em um projeto de lei já aprovado no Senado e em tramitação na Câmara destina 20% dos recursos do fundo social do pré-sal, destinado à saúde e educação, para o Brasduto, fundo que faria empréstimos subsidiados para a construção dessas estruturas.

O ministro disse, porém, que ainda não há uma posição formada sobre essa emenda. "Isso não estava no projeto de lei original", disse.

A Bolsa de Valores caiu para o menor nível em duas semanas e a moeda norte-americana interrompeu uma sequência de quedas. O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (21) vendido a R$ 3,80, com alta de R$ 0,034 (+0,9%).

A divisa voltou a subir depois de quatro sessões seguidas de quedas. Desde a última sexta-feira (15), o dólar vinha caindo consistentemente.

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Além da prisão do ex-presidente Temer, as negociações foram marcadas pelos desdobramentos de fatos do dia anterior. Ontem (20),o governo enviou ao Congresso Nacional o projeto de lei que reforma a Previdência dos militares e reestrutura as carreiras das Forças Armadas, e o Banco Central manteve a Selic (juros básicos da economia) em 6,5% ao ano. No exterior, o Federal Reserve (Fed), Banco Central dos Estados Unidos, não mexeu nos juros da maior economia do planeta.

O dia também foi marcado pelo nervosismo no mercado de ações. O Ibovespa, índice da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), encerrou o dia aos 96.729 pontos, com recuo de 1,34%. Essa foi a terceira sessão seguida de queda no indicador, que fechou no menor nível desde 8 de março (95.365 pontos).

Depois da frustração com a proposta de previdência dos militares, o mercado brasileiro de ações foi surpreendido pela notícia da prisão do ex-presidente Michel Temer e de seu ex-ministro Moreira Franco. O temor de que o episódio trouxesse desdobramentos políticos mais graves levou o Índice Bovespa a registrar perdas expressivas até o início da tarde, mas foi reduzido ao longo do período. O indicador terminou o dia aos 96.729,08 pontos, com baixa de 1,34%. Nos piores momentos, chegou a cair 2,64%.

Segundo analistas ouvidos pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o nervosismo inicial com as prisões feitas pela Polícia Federal foi reduzido à medida que não foram encontrados argumentos convincentes de que o caso tenha potencial para comprometer a tramitação da reforma no Congresso. No entanto, afirmam que o assunto está apenas começando e nada impede que novos desdobramentos mudem o cenário. O noticiário daqui em diante, afirmam, será acompanhado de perto.

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"A prisão de um ex-presidente mostra uma série de sinais. O sinal positivo é mostrar que ninguém no País está acima da lei. Por outro lado, há sempre a possibilidade do surgimento de nomes de outros políticos com algum envolvimento em irregularidades. A política é uma teia complexa e nunca se sabe onde um evento vai chegar", disse Shin Lai, estrategista da Upside Investor.

Para o estrategista, houve exagero do mercado ao longo do dia, que acabou sendo reduzido aos poucos. Segundo ele, a frustração do mercado com a economia aquém do esperado na revisão dos militares, somada à prisão de Temer, foi boa justificativa para incentivar uma realização de lucros que o mercado já vinha querendo fazer.

Para Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença Corretora, a aceleração dos ganhos das bolsas de Nova York à tarde foi outro fator a contribuir para amenizar perdas no Ibovespa. "Apesar de andar na contramão do mercado internacional, não havia como a bolsa ignorar a melhora em NY", afirma. "Mas, a partir de agora, o mercado terá de dividir atenções com mais um assunto, uma vez que os desdobramentos das prisões de Temer e Moreira Franco ainda podem gerar volatilidade", afirmou.

Na análise por ações, o destaque de queda ficou mais uma vez com o setor financeiro, que amarga as maiores perdas também no acumulado da semana. Banco do Brasil ON perdeu 1,20%, Itaú Unibanco PN caiu 1,76% e Bradesco PN terminou o dia com baixa de 2,20%. Além das ações do Banco do Brasil, outros papéis do "kit Brasil" tiveram perdas expressivas. Foi o caso de Eletrobras PNB (-2,90%) e Petrobras ON (-2,00%). No caso da petroleira, além do aumento da percepção de risco político, houve influência dos preços do petróleo, que caíram no mercado internacional.

A demanda por transporte aéreo doméstico no Brasil registrou crescimento de 6,58% em fevereiro ante igual mês do ano passado, informou nesta quinta-feira, 21, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). No segundo mês do ano a oferta subiu 3,83% e a taxa de ocupação nas aeronaves subiu 2,12 pontos porcentuais, chegando a 82,46% no mês.

Segundo a entidade, mais de 7,4 milhões de viagens domésticas foram realizadas no período pelas aéreas brasileiras, volume 7,76% superior ao do ano passado (pouco mais de 530 mil passageiros adicionais).

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A Abear destaca que o mercado doméstico brasileiro registra 24 meses consecutivos de crescimento da demanda e do volume de passageiros, com oferta em expansão contínua há 20 meses.

A Gol deteve 35,31% do mercado doméstico em fevereiro, seguida por Latam com 31,10%; Azul com 21,08%; e Avianca com 12,20%.

As estatísticas de transporte de passageiros da Abear incluem as operações de Avianca, Azul, Gol, Latam, Map e Passaredo, responsáveis por 99,9% do mercado doméstico nacional.

Somados os resultados do acumulado de janeiro e fevereiro, e comparados a igual intervalo de 2018, a demanda aérea doméstica registra alta de 4,73%, para uma oferta em expansão de 3,97%. A taxa de ocupação das aeronaves ficou em 83,36%, com melhoria de 0,60 ponto porcentual. O total de viagens realizadas chega a 16,3 milhões, incremento de 4,77% sobre o ano anterior (acréscimo de pouco mais de 740 mil passageiros).

Internacional

A demanda por transporte aéreo internacional entre as aéreas brasileiras registrou crescimento de 8,82% em fevereiro, resultado bastante positivo, destaca a Abear, mas interrompendo período de 14 meses de alta em taxa de dois dígitos.

A oferta em fevereiro teve ampliação de 13,08%, levando a taxa de ocupação nas aeronaves a cair 3,12 pontos porcentuais para 79,74%. O total de viajantes internacionais no mês foi de pouco mais de 815 mil, número 3,08% superior ao de 2018 (aproximadamente 24 mil passageiros adicionais).

A Abear destaca ainda que, na série histórica das aéreas brasileiras no mercado internacional, demanda e volume de passageiros crescem de forma ininterrupta há 29 meses, enquanto a oferta tem expansão continuada há 28 meses.

Em fevereiro a Latam domina o mercado, com participação de 68,8% seguida pela Gol com 13,26%, Azul com 12,69% e Avianca com 5,97%.

No acumulado de janeiro e fevereiro comparado a igual período de 2018, a demanda internacional das companhias brasileiras tem alta de 10,74% enquanto a oferta teve ampliação de 13,63%. A taxa de ocupação ficou em 82,21%, com retração de 2,15 pontos porcentuais. Os passageiros transportados nos voos entre o Brasil e o exterior somaram aproximadamente 1,8 milhão, contingente 4,49% maior do que no mesmo intervalo de 2018 (acréscimo de 76,6 mil viajantes).

Para reforçar os cofres do Tesouro Nacional e elevar o ânimo dos investidores, o governo decidiu acelerar os planos de privatização da Eletrobrás. Após sinalização de que o processo ficaria para 2020, os Ministérios de Economia e de Minas e Energia decidiram colocar o pé no acelerador na tentativa de viabilizar uma solução ainda este ano. O modelo deve ser definido até junho. A previsão é que a arrecadação chegue R$ 12,2 bilhões.

Enquanto o MME defende a capitalização e pulverização do controle da companhia, o Ministério da Economia estuda a possibilidade de que as subsidiárias da Eletrobrás sejam transferidas para outra empresa do grupo, a Eletropar, e vendidas separadamente.

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A secretária executiva do Ministério de Minas e Energia, Marisete Pereira, disse ao Estadão/Broadcast que o modelo mais adequado é o de capitalização. Desta forma, a Eletrobrás lançaria novas ações ao mercado, mas o governo, que hoje detém 60% da companhia, não compraria esses papéis, reduzindo sua fatia a cerca de 40%. Assim, deixaria o controle da Eletrobrás, mas manteria poder considerável por meio de ações especiais golden share, ação especial que garante poder de veto em alguns pontos.

Trata-se do mesmo modelo proposto durante o governo Michel Temer, mas a União ainda estuda a melhor forma de "blindar" as subsidiárias Eletronuclear e Itaipu, que precisam permanecer sob controle estatal. A União não pode abrir mão do controle da Eletronuclear, pois a exploração é monopólio constitucional da União, e nem de Itaipu Binacional, sociedade com Paraguai.

Já o secretário especial de Fazenda do Ministério de Economia, Waldery Rodrigues Filho, defendeu o "drop down", em que controladas - Chesf, Eletronorte, Furnas e Eletrosul- seriam repassadas à Eletropar, uma das subsidiárias do grupo, para a privatização. A informação foi dada em entrevista ao Estadão/Broadcast, publicada na terça-feira, 19. Nesse modelo, a Eletrobrás também continuaria com Itaipu e Eletronuclear, e a venda das controladas seria feita de forma separada.

A alternativa do Ministério da Economia embute o risco de que a venda de certas subsidiárias não se concretize. "Podemos ter êxito na venda de uma e receber outorga, e nas demais não prosperar. Esse modelo tem gestão mais restrita. Já no modelo de capitalização, só dependemos do apetite do mercado", disse a secretária do MME. Além disso, ela destacou que há chance de que as empresas sejam compradas por um único operador, concentrando o setor.

Deputados reagiram negativamente à proposta entregue nessa quarta-feira (20) pelo presidente Jair Bolsonaro ao Congresso que atrelou a discussão da previdência dos militares à reestruturação das carreiras das Forças Armadas. Até mesmo entre os parlamentares da base, há uma impressão de que a reestruturação dá um recado errado à sociedade. Para o delegado Waldir (PSL-GO), líder do partido do presidente na Casa, é necessário analisar com cuidado a medida.

"Penso que é um diálogo que não era o momento para estar sendo discutido", disse afirmando que a medida traz custos à União no momento em que o governo precisa trabalhar mais o convencimento dos parlamentares.

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O líder do DEM na Câmara, Elmar Nascimento (BA), é direto e afirma que a concessão aos militares poderia abrir caminho para se fazer o mesmo entre civis. "Se começa a fazer concessões, o risco é desfigurar completamente a proposta aqui. Poderia ter reestruturação (de carreira) para civis também, abrir caminho para isso. Inclusive para nós, que estamos há quatro anos sem ajuste. Isso pode contaminar o ambiente e os outros segmentos", disse o parlamentar. Ele afirmou que ainda não viu a proposta do governo, mas que pretende verificar se não seria possível ter aplicado uma "equidade maior" em comparação com a reforma geral da Previdência.

Para lideranças ouvidas reservadamente pelo jornal O Estado de S. Paulo, o caminho da Previdência, que era considerado "complicado", ficou "muito difícil". Até entre membros governistas da Comissão de Constituição de Justiça (CCJ), onde o Planalto via uma votação tranquila, acham que a proposta pode encontrar barreiras.

"Temos de tratar todos da mesma forma. Não dá para ser seletivo e privilegiar uma categoria sob risco de prejudicar toda a tramitação da reforma da Previdência", completou Nascimento.

Falha

O principal ponto de dificuldade do governo é a articulação política. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, ao sair de uma reunião no Ministério da Economia com Paulo Guedes, e com o secretário especial da Previdência, Rogério Marinho, afirmou que a articulação do governo com o Parlamento está caminhando, mas "ainda peca". "Hoje o ministro Canuto (Desenvolvimento Regional) foi ao Ceará inaugurar uma obra com um deputado. É esse tipo de desarticulação", disse.

Para Maia, os ministros precisam tornar os deputados mais participantes de seus atos. "Mostrar que eles estão governando juntos", disse. Ele sugeriu, por exemplo, que inaugurações de obras sejam feitas às segundas e sextas-feiras, para que deputados possam participar, sem perder as sessões da Câmara. "Isso é muito mais relevante do que ficar discutindo cargos. É esse tipo de sintonia fina que temos de buscar", disse Maia.

Sobre o projeto de lei que trata dos militares, entregue nessa quarta-feira pelo presidente Jair Bolsonaro à Câmara, Maia disse que ainda não leu o projeto, mas ressaltou que o importante é que ele já foi encaminhado.

"A figura mais importante desse processo é o presidente da República, não é a Câmara sozinha que vai passar essa matéria. A defesa do presidente facilita e dá argumentos para que os parlamentares, aqueles que defendem a aprovação possam fazer a defesa na sociedade", disse. Sobre a base do governo hoje na Câmara, Maia disse que ainda não há, mas que está sendo construída.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Uma aposta única feita em Salvador ganhou prêmio de R$ 32,6 milhões da Mega Sena. O sorteio ocorreu na noite dessa quarta-feira (20), em Cravinhos (SP). O resultado é válido para o concurso 2135. As dezenas sorteadas foram: 09 - 23 - 28 – 40 – 48 - 59.

De acordo com a Caixa Econômica Federal, responsável pela administração das loterias, no mesmo concurso, 50 apostas levaram R$ 58,3 mil ao acertarem a quina (cinco dos seis números sorteados). Também foram registradas 4,5 mil apostas ganhadoras da quadra (quatro dos seis números sorteados), que foram premiadas com R$ 916,96.

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O próximo sorteio da Mega-Sena será realizado sábado (23). O prêmio estimado é R$ 3 milhões.

O dólar recuou de maneira generalizada nesta quarta-feira, 20, pressionado por um tom favorável a juros mais baixos (dovish) vindo do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos). A única exceção entre as moedas fortes foi a libra, que sofre com as incertezas envolvendo o Brexit.

Conforme amplamente esperado, o BC dos EUA manteve a taxa básica de juros inalterada na faixa de 2,25% a 2,50%. Apesar de continuar vendo o mercado de trabalho "forte" e uma expansão "sustentada" da economia, os dirigentes da instituição pintaram um cenário um pouco mais incerto para o futuro.

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Dos 17 dirigentes, 11 passaram a prever que os juros vão se manter no nível atual. Nas projeções anteriores, em dezembro, somente dois tinham esta projeção.

Esta visão sobre a política monetária fez com que as apostas de queda de juros passassem para a faixa de 30%, com base nos futuros dos Fed funds calculados pelo CME Group. "Dado o escopo das revisões negativas do Fed, não ficaríamos surpresos se esse número aumentasse ainda mais nos próximos dias", disse, em relatório, o analista de câmbio da Faraday Research Matt Weller.

Na entrevista coletiva que se seguiu ao comunicado, o presidente do Fed, Jerome Powell, tentou manter o otimismo com a perspectiva da economia dos EUA, ponderando que as condições financeiras são boas.

Perto do horário de fechamento das bolsas de Nova York, o dólar caía para 110,65 ienes, recuava para 1,3282 dólar canadense e cedia para 0,9913 franco suíço. O euro, por sua vez, rompeu a barreira psicológica de US$ 1,14 e operava em alta a US$ 1,1439.

No Reino Unido, seguem as incertezas referentes ao Brexit. A pressão contra a primeira-ministra Theresa May foi aumentando ao longo do dia, à medida que ela não consegue articular dentro do Parlamento britânico a votação do projeto de lei para o divórcio com a União Europeia. Por causa disso, ela pediu a Bruxelas a extensão até 30 de junho para finalizar o processo. O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, deu aval ao plano de May, que terá de ser apreciado pelos demais membros.

Desta forma, a libra chegou ao fim da tarde em queda, cotada a US$ 1,3214 e 0,8659 euro.

Outro destaque de baixa foi a moeda da Argentina. Ao final da tarde, o dólar estava cotado a 40,8538 pesos argentinos, mesmo diante de leilões diários e do esforço concentrado em parceria com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para conter a disparada da moeda americana.

A participação do agronegócio no percentual de população ocupada foi de 19,82% em 2018, ligeiramente menor do que o registrado em 2017, quando o índice foi de 20,11%. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), que se baseou em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad). 

A população ocupada representa a parcela da população com potencial de mão-de-obra, capaz de gerar receita para o país. Conforme as pesquisas, o mercado agro do Brasil se manteve estável entre 2017 e 2018, ocupando 18,2 milhões de pessoas.

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Em 2018, o rendimento médio dos trabalhadores rurais que atuam como empregados foi de R$ 1.759,14 (alta de 10,92% em relação a 2012), de R$ 5.567,49 para os contratantes (elevação de 1,43%) e de R$ 1.263,44 para os trabalhadores rurais autônomos (aumento de 7,54%).

O número de prestadores de serviço no agronegócio teve alta de 1,12% em 2018, o que significa 5,792 milhões de postos de emprego.

Ainda com base nos estudos do Cepea, o cultivo de cereais, a pesca e a aquicultura foram os setores mais prejudicados com a redução no número de postos de trabalho. Já na agroindústria, houve queda no número de trabalhadores nas produções têxteis de base natural, na moagem, no cultivo de cana de açúcar e também no setor de papel e celulose.

As principais bolsas da Europa encerraram o pregão desta quarta-feira, 20, em queda, pressionadas pelo impasse em torno do Brexit. As tensões comerciais envolvendo os Estados Unidos seguem também como pano de fundo dos negócios. O índice pan europeu Stoxx 600 terminou em 380,84 pontos, queda de 0,90%.

A novela do Brexit segue dando o tom nas negociações acionárias europeias. Ao longo da sessão, a pressão contra a primeira-ministra Theresa May foi aumentando, à medida que ela não consegue articular dentro do Parlamento britânico a votação do projeto de lei para o Brexit.

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A última jogada de May foi envio de um pedido à União Europeia para estender até 30 de junho o período para o Brexit, condicionando a isso a não participação nas eleições europeias. Para o presidente da Comissão Europeia, Jean Claude Juncker, por sua vez, o divórcio tem de ocorrer até 23 de maio, senão o Reino Unido vai ter de participar do pleito ao parlamento do bloco.

Quase no fim dos negócios, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, disse que uma extensão curta para o Brexit pode ser possível - o que deu um alívio temporário aos investidores.

Nos minutos finais da sessão, no entanto, a tensão comercial azedou o sentimento dos negócios. Antes de embarcar para uma agenda em Ohio, o presidente americano, Donald Trump, criticou a União Europeia e disse que o bloco é "tão difícil de negociar quanto a China".

O tom beligerante de Trump contra os europeus fez com que algumas bolsas fechassem na mínima. O índice FTSE 100, de Londres, terminou em 7.291,01 pontos (-0,45%), o FTSE Mib, de Milão, recuou para 21.330,21 pontos (-0,47%) e o IBEX 35, de Madri, cedeu para 9.405,60 pontos (-0,91%).

Na praça londrina, o destaque de baixa foi do setor financeiro. Os papéis do Lloyds Banking cederam 0,58% e os do Barclays perderam 2,47%. O setor de telefonia também pesou no restante do continente - em Milão, a Telecom Itália recuou 2,39%, e em Madri, a Telefónica caiu 1,40%.

A alta do euro em relação ao dólar pesou sobre as ações exportadoras em Frankfurt. Os papéis da Infineon Technologies caíram 1,96%. O índice DAX terminou com queda de 1,57%, aos 11.603,89 pontos.

A bolsa de Lisboa encerrou em 5.265,52 pontos (-0,66%) e a de Paris terminou em 5.382,66 pontos (-0,80%).

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