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Faltando ainda nove meses para o GP do Brasil de Fórmula 1, a organização da corrida paulistana anunciou nesta segunda-feira que já abriu a venda de ingressos. Neste ano, o GP será realizado nos dias 15, 16 e 17 de novembro, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.

A compra pode ser feita pelo site da etapa. Podem ser adquiridos somente cinco ingressos por CPF ou CPNJ. Os interessados podem efetuar a compra com cartão de débito ou de crédito, em até oito parcelas sem juros.

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De acordo com os promotores do evento, a novidade deste ano será a cobertura da arquibancada "R", na reta oposta. Será um dos setores com direito a bilhetes de meia-entrada, assim como o "A", "G", "M", "Q" e "R".

Também foi aberta a compra de entradas para os setores VIP, que conta ainda com alimentação e visita aos boxes, caso do Orange Tree Club (na sexta e no sábado), do Interlagos Club e do Premium Paddock Club - Star Lounge (na sexta, no sábado e no domingo).

Penúltima etapa do campeonato, o GP do Brasil terá início com o primeiro treino livre, na sexta-feira, dia 15 de novembro, às 11 horas. Há ainda outra sessão livre no mesmo dia. No sábado, os pilotos participam do terceiro treino livre e do treino classificatório. E, no domingo, a corrida tem largada marcada para as 15h10.

O finlandês Valtteri Bottas não escondeu a empolgação com a vitória na estreia da Fórmula 1 em 2019. Depois de passar o ano passado todo sem subir ao lugar mais alto do pódio, o piloto da Mercedes encerrou o jejum logo na primeira etapa da atual temporada, ao triunfar no GP da Austrália, neste domingo (17). De quebra, ainda registrou a volta mais rápida da prova e somou um ponto extra.

"Isso é ótimo! Acho que nunca tive uma corrida assim! Nós não poderíamos pedir um começo melhor de temporada. Somar o máximo de pontos para a equipe é o resultado perfeito, e não poderíamos estar mais felizes. Também é um resultado importante para mim, pessoalmente. Estou muito satisfeito com a forma que a corrida se desenhou", declarou.

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Depois de largar na segunda colocação do grid, Bottas ganhou a liderança de seu companheiro, Lewis Hamilton, logo na primeira volta. Com a estratégia de realizar somente uma parada, o finlandês disparou na frente e cruzou a linha de chegada com mais de 20 segundos de vantagem para o inglês, que terminou na segunda posição.

"A chave foi a largada. Acho que o Hamilton teve problemas na direção, então pude assumir a ponta. Meu ajuste estava realmente forte, pude disparar e construir uma vantagem. Pude arriscar um pouco, mas tudo sob controle. Estou muito, muito satisfeito, mas foi apenas a primeira corrida e ainda temos mais 20 pela frente", apontou.

A vitória categórica de Bottas recebeu o reconhecimento de Hamilton. O pentacampeão da categoria admitiu que o finlandês foi superior na corrida deste domingo e o parabenizou pelo resultado.

"O Valtteri fez um trabalho excepcional hoje. Parabéns para ele. Fiz uma corrida correta hoje. Perdi a posição no início e estava praticamente vencido já na primeira curva. Depois, foi apenas trazer o carro de volta para casa e somar os pontos", avaliou.

A temporada 2019 da Fórmula 1 começou mais uma vez com a Mercedes na frente, mas não com Lewis Hamilton como protagonista. Neste domingo (17), Valtteri Bottas superou o companheiro de equipe para vencer o GP da Austrália, em Melbourne, na primeira prova do calendário da categoria.

A dobradinha da Mercedes no grid de largada se repetiu no pódio, mas com posições invertidas. Depois de largar na pole, Hamilton foi ultrapassado logo nos primeiros movimentos por seu companheiro, que disparou para garantir o triunfo sem maiores sustos.

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Bottas completou o percurso no circuito de Albert Park em 1h25min27s325, mais de 20 segundos à frente de Hamilton. De quebra, o finlandês se aproveitou de uma das novidades da temporada e garantiu um ponto extra na tabela por ter registrado a volta mais rápida da corrida.

A prova deste domingo também foi um banho de água fria para quem esperava que a Ferrari pudesse ameaçar a hegemonia da Mercedes na Fórmula 1. A equipe italiana não só viu a rival registrar a dobradinha tanto no grid quanto na chegada, como ficou fora do pódio. Afinal, a terceira colocação foi do holandês Max Verstappen, na estreia da parceria entre Red Bull e Honda.

Só então apareceram os carros da Ferrari. Depois de largar na terceira colocação, Sebastian Vettel não conseguiu manter o ritmo e terminou em quarto. O resultado só não foi pior porque a equipe mandou seu companheiro Charles Leclerc não tentar a ultrapassagem sobre o alemão na reta final da prova, quando tinha pneus mais novos e era mais veloz. Em sua estreia na escuderia, o monegasco terminou em quinto.

Kevin Magnussen, da Haas, Nico Hulkenberg, da Renault, o veterano Kimi Raikkonen, em sua estreia pela Alfa Romeo, Lance Stroll, da Racing Point, e Daniil Kvyat, da Toro Rosso, respectivamente, completaram os dez primeiros colocados. Em sua volta à Fórmula 1 oito anos após sofrer grave acidente em uma prova de rali, Robert Kubica sofreu com sua Williams e foi o último colocado entre os pilotos que completaram o percurso.

Mas ninguém foi páreo para Bottas. Depois de perder a pole no sábado por pouco mais de um décimo, o finlandês largou muito bem para ultrapassar Hamilton e garantir a ponta. Ele só perderia esta posição durante duas voltas, após sua única parada no boxe, conquistando uma vitória contundente.

Atrás das Mercedes, Vettel tinha a terceira colocação até que foi chamado para os boxes para a troca de pneus, que aconteceu cedo demais e permitiu que Verstappen o ultrapassasse. O piloto da Red Bull, aliás, quase somou um ponto a mais pela volta mais rápida, mas viu Bottas superar sua marca já na reta final da prova.

Foi um dia perfeito para o finlandês, que superou um 2018 decepcionante, sem vencer sequer uma prova, para largar na frente no Mundial de Pilotos. São 26 pontos para ele, com Hamilton em segundo, com 18, Verstappen, em terceiro, com 15, e Vettel em quarto, com 12.

A segunda etapa da Fórmula 1 em 2019 acontecerá no Bahrein, no dia 31 de março. Esta será a 15.ª edição da prova, que tem Vettel como seu maior vencedor, com quatro triunfos, sendo dois consecutivos em 2017 e 2018.

Confira a classificação final do GP da Austrália:

1º - Valtteri Bottas (FIN/Mercedes), em 1h25min27s325

2º - Lewis Hamilton (ING/Mercedes), a 20s886

3º - Max Verstappen (HOL/Red Bull), a 22s520

4º - Sebastian Vettel (ALE/Ferrari), a 57s109

5º - Charles Leclerc (MON/Ferrari), a 58s230

6º - Kevin Magnussen (DIN/Haas), a 87s156

7º - Nico Hülkenberg (ALE/Renault), a 1 volta

8º - Kimi Raikkonen (FIN/Alfa Romeo), a 1 volta

9º - Lance Stroll (CAN/Racing Point), a 1 volta

10º - Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso), a 1 volta

11º - Pierre Gasly (FRA/Red Bull), a 1 volta

12º - Lando Norris (ING/McLaren), a 1 volta

13º - Sergio Pérez (MEX/Racing Point), a 1 volta

14º - Alexander Albon (TAI/Toro Rosso), a 1 volta

15º - Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo), a 1 volta

16º - George Russell (ING/Williams), a 2 voltas

17º - Robert Kubica (POL/Williams), a 3 voltas

Não completaram:

Carlos Sainz Jr. (ESP/McLaren)

Romain Grosjean (FRA/Haas)

Daniel Ricciardo (AUS/Renault)

Para quem esperava uma temporada da Fórmula 1 mais equilibrada em 2019, o treino classificatório para o GP da Austrália, primeira etapa do calendário, foi decepcionante. Afinal, a Mercedes voltou a reinar absoluta no circuito de Albert Park, em Melbourne, neste sábado, e colocou Lewis Hamilton na pole position, com direito a recorde da pista, seguido de seu companheiro de equipe, Valtteri Bottas.

Hamilton mostrou que a Mercedes está pronta para ampliar a hegemonia dos últimos anos. Afinal, nas últimas cinco temporadas a equipe terminou com os títulos dos Mundiais de Construtores e de Pilotos, sendo quatro vezes com o inglês e uma com o alemão Nico Rosberg.

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Havia a expectativa de que a Ferrari pudesse equilibrar a disputa ou até acabar com o reinado da Mercedes em 2019, uma vez que foi mais veloz nos testes de pré-temporada, mas não foi esta a primeira impressão deixada neste sábado. Afinal, seus dois pilotos sequer ameaçaram a dobradinha da equipe rival no grid.

Melhor para Hamilton, que cravou a 84.ª pole da carreira com o tempo de 1min20s486, apenas 0s112 à frente de Bottas, que largará em segundo com a marca de 1min20s598. Esta é a oitava vez que o inglês garante a primeira posição no grid na Austrália, sendo a sexta seguida.

Na terceira colocação, aparece o principal candidato a acabar com a hegemonia da Mercedes, o alemão Sebastian Vettel, que completou a melhor volta com sua Ferrari em 1min21s190 e luta para vencer pela terceira vez seguida na Austrália. Em sua estreia oficial na equipe italiana, Charles Leclerc largará na quinta posição, após marcar 1min21s442.

Além da Mercedes, quem teve motivo para comemorar foi a Red Bull. Na estreia da parceria com a Honda, o holandês Max Verstappen conseguiu um bom resultado ao cravar o quarto melhor tempo do treino, com 1min21s320. Seu companheiro, Pierre Gasly, porém, não foi bem, acabou eliminado logo no Q1 e sairá em 17.º.

Na sexta e na sétima colocações, apareceram os carros da Haas de Romain Grosjean e Kevin Magnussen, respectivamente. A oitava posição ficou com Lando Norris, da McLaren, seguido pelo veterano Kimi Raikkonen, que estreará pela Alfa Romeo, em nono, e Sergio Pérez, da Racing Point, fechando os dez primeiros.

Primeira etapa do calendário da Fórmula 1, o GP da Austrália será disputado na madrugada de sábado para domingo, às 2h10 (de Brasília).

Confira o grid de largada do GP da Austrália:

1º - Lewis Hamilton (ING/Mercedes), 1min20s486

2º - Valtteri Bottas (FIN/Mercedes), 1min20s598

3º - Sebastian Vettel (ALE/Ferrari), 1min21s190

4º - Max Verstappen (HOL/Red Bull), 1min21s320

5º - Charles Leclerc (MON/Ferrari), 1min21s442

6º - Romain Grosjean (FRA/Haas), 1min21s826

7º - Kevin Magnussen (DIN/Haas), 1min22s099

8º - Lando Norris (ING/McLaren), 1min22s304

9º - Kimi Raikkonen (FIN/Alfa Romeo), 1min22s314

10º - Sergio Pérez (MEX/Racing Point), 1min22s781

11º - Nico Hülkenberg (ALE/Renault), 1min22s562

12º - Daniel Ricciardo (AUS/Renault), 1min22s570

13º - Alexander Albon (TAI/Toro Rosso), 1min22s636

14º - Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo), 1min22s714

15º - Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso), 1min22s774

16º - Lance Stroll (CAN/Racing Point), 1min23s017

17º - Pierre Gasly (FRA/Red Bull), 1min23s020

18º - Carlos Sainz Jr. (ESP/McLaren), 1min23s084

19º - George Russell (ING/Williams), 1min24s360

20º - Robert Kubica (POL/Williams), 1min26s067

Cinco vezes campeão mundial, Lewis Hamilton começou de onde parou na última temporada e foi acompanhado de perto pelo seu companheiro de equipe, o finlandês Valtteri Bottas, com o britânico da Mercedes liderando uma dobradinha no primeiro dia de treinos livres para o GP da Austrália, que abre neste fim de semana o campeonato de 2019 da Fórmula 1.

A Ferrari teve o carro mais rápido dos testes da pré-temporada, mas foi Hamilton quem registrou a melhor volta da sexta-feira, no circuito de Albert Park, em Melbourne, ao cravar o tempo de 1min22s600 no segundo treino livre do dia. Assim, o britânico, que já havia liderado a primeira sessão, foi ainda melhor na segunda atividade.

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Ele teve uma vantagem de apenas 0s048 sobre Bottas, mas o piloto da Mercedes ficou 0s8 à frente do restante dos concorrentes, em um início impressionante para uma equipe com o objetivo de faturar o sexto título consecutivo de construtores em 2019.

Hamilton e o alemão Sebastian Vettel terminaram em primeiro e segundo lugar no Mundial de Pilotos na última temporada, com o britânico dominando a segunda metade da temporada e terminando com 11 vitórias em 21 corridas. Para ele, portanto, a sexta-feira em Melbourne foi mais um dia comum. O britânico conquistou a pole position no ano passado, mas terminou atrás de Vettel na corrida, um resultado que está determinado a evitar este ano.

"Eu tive uma sensação positiva ao pilotar o carro hoje", disse Hamilton. "O carro parece que está em um lugar semelhante ao que estava, o que é positivo vindo para uma pista diferente. Há muitas coisas que podemos melhorar, mas não foi um começo ruim. O fato é que nenhum de nós cometeu um erro."

A Ferrari decepcionou, com Vettel, que venceu as duas edições anteriores do GP da Austrália, terminando o dia em quinto lugar, enquanto o monegasco Charles Leclerc, que rodou no fim do segundo treino, registrando a nona volta mais rápida.

O holandês Max Verstappen, da Red Bull, subiu da quarta posição para a terceira no segundo treino livre, e seu novo companheiro de equipe, o francês Pierre Gasly ficou logo atrás. "Há sempre áreas para melhorar e ainda não somos suficientemente rápidos, mas é apenas o primeiro dia da temporada e há um longo caminho a percorrer", disse Verstappen. "Parece que a Mercedes é muito rápida e parece estar um pouco mais feliz com o equilíbrio geral. Não tínhamos expectativas para hoje e é bom começar".

O finlandês Kimi Raikonen, de 39 anos, foi o sexto na sua primeira aparição desde que deixou a Ferrari e se transferiu para a Alfa Romeo, tendo a dupla da Renault, com o alemão Nico Hulkenberg e o australiano Daniel Ricciardo, logo atrás. E o francês Romain Grosjean, da Haas, foi o décimo colocado.

O polonês Robert Kubica, fazendo seu retorno à Fórmula 1 oito anos depois de lesionar a mão direita em um acidente de rali, foi 19º e 20º nas duas sessões, com os

carros da Williams ocupando os últimos dois lugares em ambas as atividades.

Os pilotos voltarão a acelerar no circuito de Melbourne à meia-noite (horário de Brasília), com a realização do terceiro treino livre, sendo que a sessão de classificação está agendada para as 3h do sábado. A largada para o GP da Austrália ocorrerá às 2h10 do domingo.

Recém-criada, a Copa do Mundo de MotoE sofreu um revés de peso. Nesta quinta-feira, a categoria de motos elétricas, que está prevista para a ter sua primeira temporada disputada neste ano, precisou suspender e cancelar os testes no circuito de Jerez de la Frontera, na Espanha, após um incêndio causar "grandes danos e prejuízos" nos equipamentos, o que também forçou o adiamento do início do campeonato.

Os dirigentes da categoria de motovelocidade explicaram que ninguém se machucou durante o incêndio, ocorrido no paddock construído na pista. E as causas para o incidente ainda não foram reveladas, mas estão sob investigação.

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As informações da imprensa espanhola são de que 20 motocicletas foram destruídas quando estavam sendo recarregadas nesta quinta, no segundo dos até então três dias de testes que estavam previstos para Jerez.

A previsão inicial era de que o campeonato da MotoE se iniciasse em 5 de maio, com uma etapa exatamente no circuito de Jerez. Mas diante do incidente, os organizadores apontaram que "mudanças no calendário" estavam sendo consideradas. E a corrida no circuito espanhol já havia sido cancelada.

Na MotoE, as motocicletas têm uma velocidade máxima de 270km/h. E a categoria possuirá no seu grid alguns pilotos com passagem pela MotoGP, como o espanhol Sete Gibernau.

As provas terão até 15 minutos de duração, tendo sido agendadas como eventos de suporte para os finais de semana de etapas da MotoGP. Além da corrida em Jerez, também compunham o calendário etapas na França, Alemanha, Áustria e San Marino, sendo esta com duas corridas.

O diretor de provas da Fórmula 1, Charlie Whiting, morreu nesta quarta-feira (início de quinta-feira na Austrália), em Melbourne, aos 66 anos, vítima de embolia pulmonar, três dias antes do GP da Austrália, etapa que vai abrir a temporada da principal categoria do automobilismo mundial.

Whiting começou sua carreira na F-1 em 1977, trabalhando na equipe Hesketh, depois na década de 1980 passou para a Brabham. Ele foi parte integrante da organização do Campeonato Mundial de Fórmula 1 desde que ingressou na categoria em 1988. Assumiu o cargo de diretor de provas em 1997 e vinha exercendo tal função desde então, como um intermediário entre a organização da F-1 e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA).

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"É com imensa tristeza que fiquei sabendo da morte repentina de Charlie. Conheço Charlie Whiting há muitos anos e ele tem sido um grande diretor de corrida, uma figura central e inimitável na Fórmula 1, que incorporou a ética e o espírito deste esporte fantástico", disse Jean Todt, presidente da FIA.

"A Fórmula 1 perdeu um amigo fiel e um embaixador carismático. Todos os meus pensamentos, os da FIA e toda a comunidade do automobilismo vão para sua família, amigos e todos os amantes da Fórmula 1."

A morte de Whiting também foi lamentada por Ross Brawn, ex-chefe de equipe de diversos times da F-1 e atual diretor esportivo da categoria. "Convivi com Charlie durante toda a minha carreira no automobilismo. Trabalhamos juntos como mecânicos, nos tornamos amigos e passamos muito tempo juntos nas pistas do mundo todo."

"Quando ouvi esta trágica notícia, fui envolvido por muita tristeza. Estou devastado. É uma grande perda não apenas para mim mas também para toda a família Fórmula 1, FIA e para o mundo do automobilismo. Todos os nossos pensamentos estão com a sua família."

Em uma temporada com mais mudanças do que de costume no regulamento, a Fórmula 1 deve ter carros mais lentos e pesados neste ano, mas com alterações na aerodinâmica que podem compensar a menor velocidade com mais ultrapassagens. Visualmente, as alterações são sutis, com destaque para a asa traseira, mais alta e mais larga.

A asa será ao mesmo tempo o papel de vilã e de heroína dos carros. Por ser maior, aumentará a resistência do ar e tornará os monopostos mais lentos. No entanto, tem um desenho que vai diminuir a turbulência causada pelo modelo de 2018. Esta turbulência diminuía a estabilidade do carro que vinha logo atrás, reduzindo o número de ultrapassagens nas corridas. Era a maior fonte de reclamação dos pilotos.

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Maior, a asa dianteira também tem potencial para deixar as provas mais empolgantes. A expectativa é de que a alteração deste componente vai aumentar a velocidade dos carros e reduzir os efeitos da turbulência.

Outra novidade importante é a elevação do peso mínimo dos modelos 2019, passando de 733kg para 740kg. O aumento da capacidade do carro para carregar mais combustível - de 105kg para 110kg - também deve deixar os modelos mais pesados. A meta é evitar panes secas e deixar os pilotos mais à vontade para pisarem fundo até o limite.

Em dezembro, antes da pré-temporada, as equipes previam menos velocidade neste ano. O novo chefe da Ferrari, Mattia Binotto, esperava por carros até um segundo e meio mais lentos. Mas as duas baterias de testes em Barcelona mostraram que esta diferença poderá ser menor. E o desenvolvimento contínuo dos modelos, ao longo das primeiras etapas, deve fazer com que os monopostos deste ano possam alcançar e até superar a velocidade de 2018.

Há novidades também nas luvas dos pilotos, sensíveis à pulsação e aos níveis de oxigênio no sangue, e no capacete, com visor menor. Com este formato, por exemplo, Felipe Massa teria corrido menos riscos no grave acidente sofrido em 2009.

Os pneus serão simplificados. Das sete cores usadas em 2018, restarão apenas três: vermelha (macio), amarela (médio) e branca (duro). Para cada GP, estes três tipos serão escolhidos entre cinco opções pela Pirelli, preocupada em facilitar a maior compreensão do público.

TEMPORADA MAIS LONGA E CARA - Os pilotos e equipes vão ter pela frente uma maratona e dois recordes históricos em 2019. Ao continuar com 21 provas, o calendário repete anos anteriores e se mantém como um dos mais inchados, porém terá nesta temporada o diferencial de estar mais longo. Serão oito meses e três semanas de campeonato, já que entre uma etapa e outra haverá mais semanas de intervalo.

Essa mudança leva a temporada a começar em março e ter o fim somente em dezembro, em Abu Dabi. O desafio para os organizadores da categoria, assim como para as escuderias, é tratar da logística complexa de fazer todos os carros e equipamentos cruzarem continentes e fronteiras a tempo do compromisso seguinte. Tudo isso tem um preço alto. O orçamento anual das equipes da Fórmula 1 é estimado em até R$ 10 bilhões.

As principais equipes, como a Mercedes e a Ferrari, chegam a ter um orçamento de R$ 1,5 bilhão, isso sem contar o gasto com motores. Cada uma delas tem mais de 900 funcionários, dos quais pelo menos 200 são levados para cada GP. Segundo a imprensa inglesa, ambas terão para 2019 um incremento na verba, justamente para dar conta de todo o calendário e ainda se manterem competitivas. A Mercedes prevê gastar em 2019 até R$ 65 milhões a mais do que no ano anterior.

O inchaço do calendário se intensificou neste século, principalmente com a entrada de mais provas na Ásia. Há 20 anos, por exemplo, os pilotos de 1999 tiveram somente 16 etapas, das quais somente cinco não foram realizadas na Europa (Austrália, Brasil, Canadá, Malásia e Japão. Para 2019, o número de provas longe do Velho Continente dobrou: são dez, incluindo compromissos criados recentemente, como Cingapura e Bahrein.

O tamanho do campeonato pode aumentar ainda mais no ano que vem. Para 2020, a Fórmula 1 já confirmou a entrada do Vietnã no campeonato, com a prova marcada para um circuito de rua na capital Hanói. Por outro lado, cinco tradicionais etapas têm contrato com a categoria somente até este ano e dependem de renovação para continuarem na próxima temporada: Grã-Bretanha, Itália, Espanha, Alemanha e México.

Emerson Fittipaldi foi bicampeão mundial, em 1972 e 74, e deu início à trajetória de títulos do Brasil na Fórmula 1. Nelson Piquet e Ayrton Senna, com três títulos cada, completam a lista dos brasileiros que já chegaram ao topo da principal categoria do automobilismo. A realidade atual é bem diferente e o País não consegue nem emplacar um único piloto no grid atual.

Ao Estado, o primeiro brasileiro campeão da F-1 lamenta a perda de protagonismo do País no esporte. A atual temporada começa neste fim de semana com o GP da Austrália e o Brasil tem apenas dois pilotos de testes na categoria: Pietro Fittipaldi (seu neto), pela Haas, e Sérgio Sette Câmara, na McLaren.

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Será o segundo ano seguido sem brasileiros no grid. Para Emerson, falta ao Brasil maior investimento, principalmente nas categorias menores. "Temos uma turma boa chegando, mas acho que falta apoio para os mais jovens. Empresários deveriam ajudar mais o automobilismo, pois poderíamos ser como é no futebol, em que há bons jogadores do Brasil em todo o mundo. Precisava criar uma fórmula de baixo custo brasileira para o menino que sai do kart", comentou o ex-piloto.

Ele lembra que existem diversos autódromos pelo Brasil e que poderiam utilizá-los para as competições, por meio de uma parceira público-privada. "Hoje o menino sai do kart e precisa ter dinheiro para tentar a sorte lá fora e manter o sonho de ser um piloto de alto nível. Por isso, alguns vão para a Stock Car, mas é uma competição completamente diferente."

O bicampeão citou a Petrobrás como exemplo de empresa que poderia dar maior apoio ao automobilismo nacional. "A Petrobrás patrocinou a Williams por anos e não colocou um piloto brasileiro para correr na F-1. Patrocinou a McLaren ano passado e aconteceu a mesma coisa. Nada. Qualquer estatal do mundo que patrocina uma equipe de F-1 dá um jeito de colocar piloto do seu país lá", diz, sem mencionar Sette Câmara no time britânico.

FINANÇAS - Emerson tem dado algumas explicações nos últimos anos por causa de problemas financeiros. Recentemente, ele teve suas contas e de sua empresa bloqueadas pela Justiça, em razão de uma dívida com o Banco do Brasil, mas não foi encontrado dinheiro nelas.

No mês passado, durante um evento em Mônaco, ele disse ao Estado que estava se recuperando financeiramente e não havia motivos para preocupações. "Fizeram isso (bloqueio de contas) para dar uma notícia ruim e eu não estou nem aí. Isso já está acontecendo há algum tempo. Estou me recuperando e, se Deus quiser, tenho patrimônio para pagar todo mundo. Estamos lutando para nos recuperarmos", contou o ex-piloto.

O segundo dia da segunda semana de testes coletivos da pré-temporada da Fórmula 1 foi liderado pelo espanhol Carlos Sainz Jr., da McLaren. Mas as atividades no Circuito da Catalunha, nos arredores de Barcelona, ficaram mesmo marcadas por um acidente com o alemão Sebastian Vettel, o que reduziu o tempo de pista da Ferrari nesta quarta-feira.

Vettel bateu de frente em uma barreira de pneus depois de perder o controle na curva 3 do circuito. O piloto alemão não sofreu nenhum ferimento significativo, mas foi levado ao centro médico para verificações preventivas. A Ferrari disse que Vettel teve um "problema mecânico" no seu carro, que, danificado, foi levado para a garagem "para todas as verificações necessárias".

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A equipe italiana não especificou o problema que provocou o acidente, ocorrido após o alemão dar 40 voltas na sessão da manhã no segundo dos quatro dias de testes nesta semana. O acidente provocou uma bandeira vermelha, e a Ferrari de Vettel teve de ser rebocada para a garagem. Ele terminou o dia na terceira colocação.

Por causa dos danos no carro, o monegasco Charles Leclerc foi para a pista com apenas alguns minutos para o encerramento do dia de testes e só conseguiu dar uma volta. Assim, a Ferrari, que dominou os primeiros dias de testes na semana passada, terminou com o menor número de giros de todas as equipes nesta quarta-feira - 41.

Sainz liderou a sessão desta quarta-feira com um tempo de 1min17s144, o mais rápido do dia e também, até agora, o melhor depois de seis dias de testes. Seu companheiro de equipe na McLaren, o britânico novato Lando Norris, havia liderado as atividades na terça-feira.

O mexicano Sergio Perez foi o segundo mais rápido com o carro da Racing Point (ex-Force India) nesta quarta-feira, com 1min17s842. E Vettel foi seguido pelo Alfa Romeo (ex-Sauber) do veterano finlandês Kimi Raikkonen, de 39 anos, em quarto lugar, e pelo francês Romain Grosjean, da Haas.

O holandês Max Verstappen, da Red Bull, foi o sexto mais rápido, mas acabou sendo responsável por uma das bandeiras vermelhas do dia após ficar parado com o seu carro no fim do pit lane com um problema, enquanto Sainz foi o responsável por outra. Já o russo Daniil Kvyat, da Toro Rosso, ficou em sétimo.

A Mercedes voltou a se concentrar em atualizações aerodinâmicas e terminou com o finlandês Valtteri Bottas em oitavo lugar e o britânico Lewis Hamilton em nono, com a relação dos dez primeiros colocados sendo completada pelo alemão Nico Hulkenberg, da Renault. Logo depois, vieram o polonês Robert Kubica, da Williams, que foi o piloto a dar mais voltas - 130 - ao lado de Sainz, e o australiano Daniel Ricciardo, da Red Bull.

Os testes prosseguem até sexta-feira no Circuito da Catalunha, tradicional palco do GP da Espanha. E a temporada vai ser aberta em 17 de março, com o GP da Austrália, em Melbourne.

Um incêndio atingiu o box da McLaren no Circuito da Catalunha, em Barcelona, nesta sexta-feira. Em breve comunicado, a equipe confirmou o susto e informou que três funcionários ficaram levemente feridos. Eles já foram encaminhados ao centro médico e passam bem.

"Houve um pequeno incêndio em nosso box durante o dia de filmagem particular da equipe. O fogo foi rapidamente apagado pela equipe, e o serviço de emergência do circuito agiu imediatamente. Três funcionários da equipe foram tratados e liberados logo depois", informou.

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Um dia depois do fim dos testes de pré-temporada no circuito catalão, a McLaren, a Racing Point e a Williams foram liberadas para realizar filmagens na pista. A Fórmula 1 permitiu que o trio utilizasse o traçado para fazer uma série de voltas, desde que não ultrapassassem o limite de 100km/h.

De acordo com veículos da imprensa europeia, o fogo teria iniciado durante o abastecimento do carro de Lando Norris, possivelmente por causa de vazamento de combustível. A McLaren não informou quais foram os funcionários que se feriram e nem o dano material causado pelo incêndio.

O incidente aconteceu sete anos depois de um outro incêndio ocorrido nos boxes do Circuito da Catalunha. Em 2012, o fogo tomou conta da garagem da Williams momentos após a surpreendente vitória de Pastor Maldonado no GP da Espanha.

Pouco antes de a primeira bateria de testes coletivos da pré-temporada da Fórmula 1 serem iniciados nesta segunda-feira, no circuito de Barcelona, na Espanha, a Alfa Romeo apresentou oficialmente o seu carro para esta temporada da categoria.

O nome Alfa Romeo substituiu o da Sauber no grid da F-1, como parte de um acordo de patrocínio estendido, e a equipe contará com a dupla de pilotos titulares formada pelo finlandês Kimi Raikkonen e o italiano Antonio Giovinazzi. Os dois posaram para fotos ao lado do novo modelo C38, que já havia ido para a pista, exibindo uma pintura provisória e com o seu design camuflado, em um dia de filmagens no circuito de Fiorano, na Itália, na última quinta-feira.

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A Alfa Romeo se tornou a última equipe a apresentar o seu carro para esta temporada da Fórmula 1, que será iniciada no dia 17 de março, data do GP da Austrália, em Melbourne. E o novo monoposto tem uma pintura parecida com a adotada no ano passado pela Sauber, cujo nome foi exibido de forma discreta nas laterais do modelo.

Com o nome e a logomarca da Alfa Romeo em destaque na parte superior da carenagem, o carro é predominantemente vermelho e branco, sendo que o retorno da montadora à F-1 proporcionou a presença de um piloto italiano titular de uma equipe pela primeira vez desde 2011, quando Jarno Trulli e Vitantonio Liuzzi figuravam no grid da categoria.

Giovinazzi tem 25 anos e já estreou na F-1 em 2017, quando substituiu o lesionado Pascal Wehrlein na Sauber no início do campeonato daquele ano em duas corridas. Já Raikkonen, de 39 anos e campeão mundial em 2007, trará a sua larga de experiência como trunfo depois de ter se despedido da Ferrari ao término da temporada passada.

A Sauber, que firmou uma parceria técnica e comercial de vários anos com a Alfa Romeo, terminou o Mundial de Construtores do ano passado em oitavo lugar.

Bicampeão mundial de Fórmula 1, em 1972 e 1974, Emerson Fittipaldi mais uma vez voltou a ser notícia por causa de problemas financeiros. O ex-piloto teve as suas contas e da empresa EF Marketing e Comunicação, ligada a ele, bloqueadas pela Justiça, em razão de uma dívida com o Banco do Brasil, mas não foi encontrado valor algum em nenhuma das contas.

O Estado conversou com Emerson Fittipaldi para ele explicar o que está acontecendo. "Já estava tudo resolvido. Estou me recuperando. Fizeram isso para dar uma notícia ruim e eu não estou nem aí. Isso já está acontecendo há algum tempo. Estou me recuperando e, se Deus quiser, tenho patrimônio para pagar todo mundo. Estamos lutando para se recuperar", contou o ex-piloto, durante evento realizado em Mônaco, para a entrega do prêmio Laureus.

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Emerson Fittipaldi contou que o motivo de ter "quebrado" foi ter confiado na economia do país e fazer uma aposta errada. "Acreditei no 'Brasilzinho'. Investi muito em usina de etanol, que era o plano do governo Lula e Dilma, e quebraram todo mundo. O que eles fizeram? Usaram a Petrobrás com a gasolina e deixaram o programa de etanol de fora, algo que seria a solução do interior do Brasil", reclamou.

O desabafo econômico do bicampeão mundial foi além. "Quantas usinas poderiam estar gerando empregos? Minhas usinas, no Mato Grosso do Sul, iriam dar 4.500 empregos diretos, em uma cidade pequena. Iria sustentar a cidade, praticamente. Tivemos que abandonar o projeto", contou o ex-piloto.

Emerson Fittipaldi foi processado pelo Banco do Brasil em 2014 por uma dívida no valor de R$ 195.595,73 para financiamento rural. Entretanto, ele não chegou a pagar nenhuma das parcelas e o caso foi para a Justiça.

A Williams enfim anunciou quando apresentará o seu carro para o próximo campeonato da Fórmula 1. Nesta quinta-feira, a equipe britânica revelou que exibirá a pintura do FW42, o seu bólido para a temporada 2019, na próxima segunda-feira, na sua sede em Grove, na Grã-Bretanha.

As cores da Williams vão sofrer alterações para o próximo campeonato, após a equipe utilizar, desde 2014, as da Martini, empresa de bebidas que vinha sendo a sua patrocinadora mais importante. Na apresentação do seu carro, na segunda-feira, a Williams também vai revelar o seu novo principal apoiador.

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Em 2018, a Williams fechou o Mundial de Construtores com o pior desempenho entre as dez equipes do grid, com apenas sete pontos somados pela dupla composta pelo canadense Lance Stroll e pelo russo Sergey Sirotkin. Já em 2019, os seus titulares vão ser o polonês Robert Kubica, que está fora de categoria desde 2010, e o britânico George Russell, campeão da Fórmula 2 no ano passado.

Como a Haas apresentou o seu modelo para 2019 nesta quinta-feira, a Williams será a segunda equipe a revelar o seu carro para o campeonato, no mesmo dia que a Toro Rosso. A Renault o fará na terça-feira, Mercedes, Red Bull e Racing Point mostrarão os seus na quarta, a McLaren vai exibir o bólido na quinta, enquanto a Ferrari deixará para fazê-lo na sexta.

A Alfa Romeo será o último carro do grid a exibir o seu carro para o campeonato, o que ocorrerá em 18 de fevereiro, mesmo dia em que serão iniciados os testes coletivos da pré-temporada no circuito de Barcelona. O campeonato vai ser aberto em 17 de março, quando será realizado o GP da Austrália.

O espanhol Fernando Alonso pilotou habilmente em uma das condições mais perigosas de sua carreira para conquistar outra vitória em um evento que faz parte da sua lista de coisas a fazer, triunfando, neste domingo, nas 24 Horas de Daytona, ao lado de Kamui Kobayashi, Jordan Taylor e Renger van der Zande.

Alonso conduziu seu Cadillac DPi para o topo em cada um dos seus três revezamentos na prova, incluindo seu último trecho para assumir a liderança sob uma forte chuva, em uma pista escorregadia e com pouca visibilidade. A bandeira vermelha foi acionada minutos depois que o espanhol colocou o carro da equipe Wayne Taylor Racing na frente, e a organização optou por terminar a corrida cerca de duas horas depois.

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A decisão de reduzir a prova foi tomada dez minutos antes da conclusão programada e representou a primeira vez que a chuva impediu que as 24 Horas de Daytona fossem realizadas do início ao fim. Foi também a primeira ocasião na história da corrida que o evento foi interrompido duas vezes por bandeiras vermelhas pela chuva. Ao todo, a corrida teve apenas 13h41min16 sob bandeira verde.

A última vez em que Alonso assumiu a liderança foi quando o brasileiro Felipe Nasr não fez uma curva corretamente, indo para onde havia mais água, enquanto o espanhol permaneceu no traçado para ultrapassá-lo.

"É lamentável que não tenhamos completado a distância da corrida, mas nós estávamos na frente à noite, no dia, com a pista seca ou molhada, então eu acho que merecemos de uma certa maneira", disse Alonso.

O espanhol se somou a Phil Hill (1964) e Mario Andretti (1972) como campeões de Fórmula 1 que também venceram as 24 Horas de Daytona, considerado um dos eventos de mais prestígio do automobilismo nos Estados Unidos. Alonso possui dois títulos da categoria, mas a deixou ao fim da temporada 2018.

A conquista deste domingo se junto a outros triunfos na carreira de Alonso, que também já venceu as 24 Horas de Le Mans e as 500 Milhas de Indianápolis. O próximo evento importante de sua lista são as 500 Milhas de Indianápolis, em maio.

O brasleiro Augusto Farfus venceu as 24 Horas de Daytona na classe GTLM ao lado de Connor De Phillippi, Phillip Eng e Colton Herta.

O alemão Mick Schumacher, filho do heptacampeão mundial de F1 Michael Schumacher, foi anunciado neste sábado (19) como o novo membro da academia de jovens pilotos da Ferrari, a Ferrari Driver Academy.

Aos 19 anos, o herdeiro de Schumi se destacou em categorias inferiores do automobilismo, principalmente após ter conquistado, em outubro, seu primeiro título na carreira em monopostos, o Campeonato Europeu de Fórmula 3. No final de 2018, ele foi anunciado pela equipe italiana Prema Powerteam para disputar a próxima temporada da Fórmula 2.

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"Estou muito feliz que a Ferrari tenha entrado em uma parceria comigo e meu próximo futuro no automobilismo será em vermelho, fazendo parte da academia de pilotos da Ferrari e também da Família Ferrari. Este é mais um passo em frente na direção certa, e eu só posso me beneficiar da imensa quantidade de conhecimento que existe lá", disse Schumacher.

De acordo com a Ferrari, o alemão já participará a partir da próxima semana da preparação da pré-temporada com os outros pilotos da acadêmia da escuderia italiana.

"Para alguém como eu que o conhece desde o nascimento, não há dúvida de que receber Mick na Ferrari tem um significado emocional especial, mas o escolhemos por seu talento e qualidades humanas e profissionais que ele já exibia apesar da sua pouca idade", explicou Mattia Binotto, novo chefe da Ferrari.

Além de Schumacher, a academia de jovens da equipe italiana também conta com os pilotos Giuliano Alesi e Callum Ilot, que disputarão a Fórmula 2, Marcus Armstrong e Robert Shwartzman, da Fórmula 3, Enzo Fittipaldi, da Fórmula Regional, e por fim, o brasileiro Gianluca Petecof, da Fórmula 4.

Na Ferrari, Mick tentará repetir os feitos do pai na equipe italiana, onde conquistou cinco campeonatos mundiais de Fórmula 1 (2000, 2001, 2002, 2003 e 2004).

Da Ansa

A Fórmula 1 divulgou nesta sexta-feira que registrou aumento da audiência pelo segundo ano consecutivo. Como já havia acontecido em 2017, em 2018 a temporada da categoria teve aumento significativo no número de espectadores tanto pela televisão quanto pelas plataformas digitais.

De acordo com os números revelados pela categoria, a audiência cresceu 10% em 2018, chegando a 490,2 milhões de espectadores. Se considerados apenas os 20 países que formam os principais mercados da Fórmula 1, o crescimento foi ainda maior, de 14%.

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Mais uma vez, o Brasil foi o principal mercado da categoria e registrou a audiência de 115,2 milhões de pessoas. Para se ter uma ideia da hegemonia do País neste posto, o segundo colocado foi a China, com 68 milhões. Em terceiro, apareceram os Estados Unidos, com 34,2 milhões.

O Brasil também lidera na audiência cumulativa, que conta todas as vezes que um mesmo espectador sintonizou a categoria. E neste quesito, o GP de Monaco foi o mais acompanhado, com 110 milhões de visualizações. Seis outras etapas tiveram mais de 90 milhões: Bahrein, França, Áustria, Silverstone, Itália e México.

Na pista, Lewis Hamilton novamente levou a melhor e faturou o título do Mundial de Pilotos, seu quinto na Fórmula 1. A nova temporada da categoria começa no dia 17 de março com a disputa do GP da Austrália.

A Ferrari confirmou nesta segunda-feira a saída de Maurizio Arrivabene do comando do time na Fórmula 1. O time italiano será liderado a partir de agora por Mattia Binotto, que era o chefe do departamento técnico da equipe e tem quase 25 anos de trajetória na escuderia.

A saída já era esperada desde o início do dia, quando o jornal italiano La Gazzetta dello Sport antecipou a mudança no comando da Ferrari. Arrivabene chefiava o time italiano há quatro anos.

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"A decisão foi tomada em conjunto com os principais dirigentes da empresa, após longas discussões relacionadas às preferências pessoais de Maurizio e também os interesses do time", anunciou a Ferrari, em comunicado. "A Ferrari gostaria de agradecer ao Maurizio por sua contribuição valorosa ao crescimento da competitividade da equipe nos últimos anos. E desejamos o melhor a ele em seu futuro."

De acordo com o jornal italiano, o relacionamento entre Arrivabene e Binotto ficou tenso no ano passado, principalmente após as férias de verão na Europa, quando a Ferrari, com o melhor equipamento, perdeu espaço para a Mercedes e viu o inglês Lewis Hamilton conquistar o pentacampeonato. E a equipe alemã ganhou o Mundial de Construtores.

A ascensão de Binotto, que está na Ferrari há duas décadas, é consequência das mudanças que a tradicional equipe italiana atravessa desde a morte de Sergio Marchionne, antigo diretor-executivo do Grupo Fiat, a qual pertence a Ferrari.

A mudança na estrutura interna da escuderia abriu novas disputas. No fim, prevaleceu Mattia: de acordo com "La Gazzetta dello Sport", o atual diretor-técnico contou com o apoio de John Elkann, presidente da Ferrari desde a morte de Marchionne.

Disputado desde 1979, o Rally Dakar terá neste ano uma edição bem diferente das realizadas no começo da sua história. Pela primeira vez o percurso será todo em um mesmo país e com configurações bem diferentes daquelas que batizaram a competição.

O rali recebeu este nome pois inicialmente começava em Paris, na França, e terminava em Dacar, a capital do Senegal. Os primeiros trajetos tinham 10 mil quilômetros de extensão, praticamente o dobro dos mais de 5 mil km atuais, e passavam por cinco países.

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A partir dos anos 2000, o rali aos poucos deixou de ter o início em Paris, para ter partidas em cidades localizadas mais ao Sul da Europa, como Lisboa e Barcelona. A grande ruptura histórica veio em 2008, único ano em que a prova foi cancelada.

Um dia antes da largada a organização anunciou que por motivos de segurança o rali não seria realizado. A preocupação era com a Mauritânia, que receberia oito das 15 etapas do trajeto. No país do Norte da África terroristas ligados à Al Qaeda ameaçavam cometer atentados contra os competidores. O mesmo grupo havia assassinado quatro turistas franceses que estavam na Mauritânia em dezembro de 2007.

O problema levou a organização a levar a disputa para a América do Sul a partir de 2009. O nome de Dakar, no entanto, foi mantido. As primeiras edições no novo continente passaram por Argentina e Chile. Cidades do Paraguai e da Bolívia também integraram o roteiro nos últimos anos.

O histórico do Rally Dakar é composto por episódios perigosos. Em todas as edições, 24 competidores morreram, além de acidentes fatais que envolveram espectadores. A última morte foi em 2015. A vítima foi um motociclista polonês.

O principal nome da história do Rally Dakar vai disputar novamente a competição em 2019. O francês Stéphane Peterhansel já ganhou entre as motos seis vezes e mais outras sete nos carros, categoria pela qual novamente vai participar no Peru. Chamado de "Mister Dakar", o recordista absoluta de vitórias tem 53 anos e disputou a prova pela primeira vez em 1988.

A McLaren confirmou nesta quinta-feira que vai lançar seu novo carro, para a temporada 2019 da Fórmula 1, no dia 14 de fevereiro. A equipe britânica, que conta atualmente com dois brasileiros, quer superar neste ano a fase ruim. O time não vence uma corrida há seis temporadas.

Em tom bem-humorado, o time anunciou que fará o lançamento no Valentine's Day, famosa data no país, que seria o equivalente ao Dia dos Namorados, no Brasil. Para tanto, fez até uma brincadeira em forma de versos: "Some cars are red, others are blue. On Valentine’s Day,

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we'll reveal ours to you ("alguns carros são vermelhos, outros são azuis. No Dia de São Valentim, vamos revelar a nossa para vocês", numa tradução livre).

Além do carro, a equipe britânica terá outras novidades neste ano. A começar pela dupla de pilotos: o espanhol Fernando Alonso e o belga Stoffel Vandoorne serão substituídos pelo espanhol Carlos Sainz Jr. e pelo novato britânico Lando Norris. O brasileiro Sérgio Sette Câmara será o piloto de testes.

O também brasileiro Gil de Ferran segue como um dos três principais dirigentes do time, que terá outro reforço na parte técnica nesta temporada. James Key deixou a Toro Rosso para integrar a McLaren neste ano. Em má fase nos últimos, o tradicional time da F-1 terminou o último Mundial de Construtores na sexta colocação em 2018.

A McLaren é a quarta equipe a anunciar a data do lançamento do seu novo carro, ainda sem local definido. A Renault apresentará o seu modelo 2019 no dia 12 de fevereiro, em Enstone, na Inglaterra; a Racing Point (ex-Force India) vai lançar no da 13 do mesmo mês, em Toronto. E a Ferrari já programou sua apresentação no dia 15, sem local confirmado.

As datas são próximas da primeira bateria de testes da pré-temporada, que começará no dia 18 de fevereiro. Vai até o dia 21. A segunda será realizada entre 26 de fevereiro e 1º de março. Ambas as baterias serão em Barcelona, na Espanha.

O primeiro GP da temporada 2019, como de costume, será disputado na Austrália, no dia 17 de março, na cidade de Melbourne.

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